Na última sexta-feira (22), a presidente Dilma Rousseff declarou que poderá recorrer à cláusula democrática do Mercosul, sobre o seu processo de #Impeachment. Isso aconteceu após participar de uma reunião sobre o clima em Nova York. Ocorre é que Dilma terá seu pedido rejeitado, sendo apenas apoiada pela Venezuela, o único país que defenderia uma punição ao Brasil, já o Paraguai e a Argentina não apoiam essa opinião e não há concordância com o Uruguai. A forma do Palácio do Planalto se sobressair seria não exigir ou movimentar-se em apoio à presidente e também englobar os venezuelanos como parte da estratégia, colocando-os diante da tarefa a favor da presidente Dilma.

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Para que uma punição ao Brasil acontecesse, seria necessário uma grande aliança, pois, se um único integrante não apoiar a utilização da cláusula democrática, tudo se torna desfeito. Caso tomem a decisão em apoio a Dilma e aprovem o uso da cláusula, as consequências para o Brasil seriam a descontinuação do país da aduaneira sul-americana e a expulsão do Brasil, em acordos de cooperação na região. 

Impeachment

Sábado houve uma reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), no Equador, e o tema do impeachment não entrou em pauta, pelo menos por enquanto. O ministro Mauro Vieira das Relações Exteriores encontrará os ministros do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai, nesta segunda (25), e talvez o assunto sobre o impeachment poderá ser comentado pelos bastidores. 

O governo Dilma foi o principal contribuinte, junto com a ex-presidente da argentina Cristina Kirchner, para suspender o Paraguai aplicando a cláusula democrática do Mercosul, considerando ilegal o processo de impeachment de Fernando Lugo.

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O Paraguai culpa a presidente Dilma sobre os graves problemas econômicos que vêm acontecendo no Brasil e se mostram indispostos a ficar contra ao governo de Michael Temer, apoiando então o processo de impeachment. A Argentina tem a mesma posição que os paraguaios. Os venezuelanos são os únicos a favor de Dilma e considera que o Brasil está vivenciando um golpe contra a democracia e contra a justiça.  #Dilma Rousseff #Crise no Brasil