Na manhã dessa quinta-feira (21), a presidente da República #Dilma Rousseff embarcou rumo à Nova York (#EUA) onde participará de um encontro nessa sexta-feira (22) na sede da ONU (Organização das Nações Unidas) com outros líderes mundiais para assinar acordos inerentes a mudanças climáticas. Nesse ínterim, o vice-presidente #Michel Temer assumirá o poder como presidente em exercício.

De acordo com assessores do Palácio do Planalto, Dilma deverá ser o centro das atenções do encontro, e provavelmente dará seu parecer aos outros líderes e imprensa mundial sobre a atual crise política brasileira.

A expectativa é que Dilma diga no encontro que está sendo “vítima de golpe”

A tese que está sendo “vítima de golpe”, que desde o início da crise política está sendo defendida pela presidente, deverá novamente ser repetida para os participantes do encontro na ONU.

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Certamente, Dilma alegará que o processo não tem base legal e que o principal mentor desse “golpe moderno” é o vice-presidente Michel Temer.

Parlamentares da oposição e ministros do Supremo criticaram possível discurso da presidente na ONU

Parlamentares que integram a oposição ao governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) criticaram duramente a presidente e fizeram questão de refutar a tese que será proposta por Dilma na ONU.

Segundo o ministro do STF Celso de Mello, Dilma cometerá um grande equívoco se defender a tese do golpe.

“Dilma comete um equívoco quando declara que é vitima de golpe, porque a Corte já deixou bem claro que os procedimentos utilizados para o andamento do processo de impeachment estão de acordo e respeitam a Constituição”.

Viagem de Dilma aos Estados Unidos estava prevista desde ano passado

A participação de Dilma no encontro da ONU estava prevista na agenda da presidente desde ano passado, porém, com o andamento da crise política no país, foi veiculada a possibilidade de cancelamento da viagem da presidente.

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Além do encontro sobre o acordo de mudanças climáticas, Dilma também iria participar de um encontro que discutiria o “Problema mundial das Drogas”, mas, como a decisão de viajar aos Estados Unidos foi decidida de última hora, a presidente não chegará a tempo de participar desse encontro.

Por enquanto, não existe confirmação sobre a data de retorno da presidente ao Brasil.