O processo de #Impeachment chega a um momento crucial, após estrondosa vitória no plenário da Câmara dos deputados. O presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, deixou bem claro que espera agilidade por parte do presidente do Senado no andamento do processo de admissibilidade de afastamento da presidente Dilma Rousseff. Cunha foi enfático ao afirmar, nesta segunda-feira (18), que a Câmara irá dificultar de modo exponencial medidas a serem aprovadas e que devam passar pela Casa e foi categórico: "a partir da semana que vem, temos três medidas provisórias que serão lidas e vão trancar a pauta", disse, de forma taxativa.

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Governo não existe mais

Cunha adicionou mais polêmica ainda à grave situação enfrentada pelo país, ao dizer que o #Governo da presidente Dilma Rousseff deixou de existir. O recado implícito é direcionado, principalmente, ao presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

O processo de impedimento da presidente da República, cuja admissibilidade foi aprovada na Câmara por grande maioria dos deputados federais, possui cerca de 34 volumes, distribuídos em 12.040 páginas. De acordo com Eduardo Cunha, devido à posição majoritária da Casa  em votação expressiva pela continuidade do processo de impeachment, torna-se difícil que a Câmara vote qualquer matéria de interesse do governo, já que o deputado acredita que nada de relevante irá prosperar para a análise, contando que o Senado sinalizará se aceita ou não a admissibilidade de impedimento da presidente, a partir de decisão proveniente da Câmara.

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Apresentação de queixa-crime

Cunha se defendeu a respeito de seu próprio processo de cassação que está praticamente paralisado no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. De acordo com ele, o mesmo (Cunha) encontra-se com totais condições de ser inocentado: "Não me sinto constrangido, pois meu papel na Câmara Federal, é totalmente institucional e o papel foi cumprido, no regimento que trata da votação em plenário", afirmou. #Eduardo Cunha admitiu que pode, ainda, ingressar com apresentação de queixa-crime, já que, durante a votação da admissibilidade do impeachment de Dilma, no último domingo, vários deputados proferiram críticas e insinuações contra ele, devido a ter sido declarado "réu", em caso analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).