A presidente Dilma Rousseff apresentou na tarde da última segunda-feira (4) sua defesa na Comissão Especial que julga seu processo de #Impeachment na Câmara dos Deputados. Após a defesa protocolada, o relator do caso terá o prazo máximo de cinco sessões para apresentar o relatório. A expectativa de Cunha é colocar em votação no plenário entre os dias 15 e 19 de abril. O presidente da Câmara já afirmou que a sessão para votar o impeachment deve durar três dias.

O presidente da Comissão Especial do Impeachment, Rogério Rosso (PSD-DF), já informou que a partir desta terça-feira (5) irá realizar sessões todos os dias, o que faz com que o prazo regimental do relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), se encerre na segunda-feira (11).

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Arantes declarou pretende entregar o relatório antes do prazo, a ideia é que ele seja exposto na Comissão na quarta-feira (6).

A finalidade de entregar o relatório antes do prazo é para dar celeridade ao processo, já que é de se imaginar que algum deputado que compõe a Comissão irá pedir vistas ao processo. Regimentalmente, o presidente da Comissão é obrigado a liberar a vistas por duas sessões. Essas duas sessões seriam as de quinta-feira (7) e sexta-feira (8).

Nos cálculos da Comissão, se tudo transcorrer como o presidente deseja, o relatório será votado na segunda-feira (11). Rogério Rosso declarou ao UOL que pretende iniciar a sessão de segunda ainda de madrugada, 3h ou 5h da manhã, imaginando que ela levará todo o dia e não quer correr o risco de ultrapassar às 23h59 de segunda e levantar “questionamentos”.

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Plenário

Depois de votado na Comissão do Impeachment, sendo aprovado ou não o pedido de afastamento da presidente Dilma, a decisão será lida em plenário já no dia seguinte. Depois de ser apresentado, o que se imagina para terça-feira (12), a decisão será publicada no Diário Oficial da Câmara e começará a contar um prazo de 48h para poder ser colocado em votação no plenário da casa.

Após o período regimental de 48h, na sexta-feira (15), já será possível colocar em votação no plenário se assim #Eduardo Cunha determinar. O presidente da Câmara afirmou que pode iniciar a votação no domingo (17) para pressionar os políticos contra o impeachment e mobilizar a parcela da população favorável a saída da presidente. #Dentro da política