O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) terá um papel preponderante e ativo na data a ser definida que alavancará o processo de impeachment da presidente da República, #Dilma Rousseff. Cunha planeja definir como será todo o processo, para que sejam diminuídas e mesmo escassas as chances da presidente de poder se livrar do afastamento. Uma das ações atribuídas a Eduardo Cunha, será sua própria participação, através do voto, no dia da sessão plenária de julgamento na Câmara Federal.

A tradição no Brasil, consiste atualmente, em que o presidente da Câmara não vote num processo que envolva o mandatário do País, porém, dessa vez, tudo será diferente.

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Ele poderá votar, e assim expôr seu "ponto de vista", em relação ao processo de impedimento, em detrimento da neutralidade, antes conferida ao presidente da Casa.

Cunha realizará reuniões com seus aliados e parlamentares pró-impeachment, em salas fechadas, para que possa definir o rito do dia, e consequentemente, diminuir as chances da petista de conseguir escapar do impedimento.

Ações no dia 'D'

O deputado Eduardo Cunha pretende que a votação seja realizada num domingo, acarretando assim, grande visibilidade entre os meios de comunicação a cobrir o evento, inclusive, com a disposição de telões para a população, que provavelmente, encherá as ruas em apoio ao impeachment. O ato faria com que deputados considerados indecisos, ou mesmo aqueles dispostos a votar favoravelmente ao governo, possam se sentir, de certa forma, constrangidos a serem expostos perante a sociedade.

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A provável data da sessão plenária em um domingo, impulsionaria para que um grande número de pessoas voltem às ruas para se manifestar em prol do afastamento de Dilma Rousseff. Outra medida a ser tomada por Cunha, durante o processo de votação, seria inibir os deputados faltosos, para que inviabilizem suas faltas, já que a ausência poderia ser "fruto" de um acordo com o governo, com o intuito de prejudicar o alcance do número de votos necessários para a aprovação do impeachment na Câmara.

Cunha manteria o painel eletrônico desligado, e então, chamaria os deputados por nome, partido e estado, de modo que os "faltantes" estariam altamente expostos em suas bases eleitorais, como "fujões" do processo. Outra medida a ser adotada, é iniciar o processo de votação a partir do Rio Grande do Sul, alternando os estados do Sul e Norte, de modo que os representantes da Região Nordeste, fossem os últimos a declararem os seus votos, já que há deputados resistentes ao impeachment nessa região, e com isso, seriam desestimulados a apoiar a presidente, em detrimento dos parlamentares representantes das outras regiões do País, mais suscetíveis ao afastamento de Dilma. #Crise no Brasil