Mais uma séria acusação contra Eduardo Cunha está sendo feita e que poderá complicar a situação do presidente da Câmara dos Deputados. Fábio Cleto, ex-vice presidente da Caixa Econômica Federal, aceitou fazer uma delação premiada e começou entregando o deputado Cunha ao revelar que foram feitos vários pagamentos de propina a ele, para que liberasse verbas do fundo do investimento do FGTS.

Cleto foi indicado ao cargo justamente por Eduardo Cunha e diz saber de muitas coisas que ajudarão nas investigações feitas pela Procuradoria Geral da República. Em dezembro, a Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão contra o ex-vice presidente da CEF.

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O curioso é que este já é o sétimo investigado na Operação Lava Jato que faz sérias acusações contra #Eduardo Cunha e até agora o presidente da Câmara continua exercendo seu mandato tranquilamente, sem sofrer qualquer tipo de intervenção.

As delações feitas por Cleto foram em uma fase preliminar do acordo de delação e a Procuradoria Geral da República já está tomando todas as providências para que o acordo seja logo assinado e assim as denúncias possam ser encaminhadas ao Supremo para que possam ser homologadas.

Nestes primeiros relatos, o ex-vice presidente da Caixa Econômica Federal garantiu que Eduardo Cunha recebeu o pagamento de propinas no valor de R$ 52 milhões para que houvesse a liberação de verbas relacionadas ao fundo de investimento do FGTS, para que fosse realizado o projeto do Porto Maravilha.

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Nesta obra, a Carioca Engenharia teve concessão, juntamente à OAS e também à Odebrecht.

Em fevereiro deste ano, quando Janot abriu inquérito contra o presidente da Câmara dos Deputados, foi comprovada a ligação dele com Fábio Cleto que ainda atuava como vice-presidente da CEF.

Mais uma vez, o peemedebista Eduardo Cunha insistiu na afirmação de que não recebeu nenhum valor vindo da Carioca Engenharia e que não tem nenhum conhecimento sobre as acusações a respeito da propina de R$ 52 milhões. Entretanto preferiu não dizer nada a respeito da delação de Fábio Cleto. #Corrupção #Crise-de-governo