O presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rejeitou o pedido de #Impeachment contra o vice-presidente Temer. O pedido havia sido protocolado no dia 1º de abril pelo ex-ministro da Educação e aliado político de Dilma, Cid Gomes.

No despacho, Cunha considerou que os argumentos que motivaram o mesmo não eram suficientes para que o processo fosse aberto. Ele referiu-se ao fato do seu próprio nome constar como um dos envolvidos nos crimes de responsabilidade citados no pedido. Na sua justificativa, o peemedebista afirmou que o seu vínculo foi formulado de uma forma muito genérica e aleatória sem, contudo, relacioná-lo a nenhum fato específico que pudesse ser configurado como crime.

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Além disto, o parlamentar aproveitou a ocasião para declarar que todas as informações contidas no documento impetrado pelo ex-governador - e que tentam ligá-las à sua pessoa - são falsos.

Com relação ao próprio Temer, o presidente da Câmara declarou que o mesmo só poderá responder por crime de responsabilidade, caso ele tivesse assumido de forma efetiva o cargo de presidente. Portanto, não poderá ser enquadrado por atos que tenha praticado somente por ter assumido de forma eventual. Além disto, ele estaria sujeito ao processo se o suposto crime cometido tivesse sido praticado em conexão com a própria presidente.

O pedido de impedimento de Temer foi motivado pelo fato do nome do PMDB e do próprio Temer terem sido citados em trechos de ligações entre o empreiteiro da OAS, Léo Pinheiro, e Eduardo Cunha.

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O ex-governador também baseou-se na própria denúncia feita pela Procuradoria Geral da União (PGR). O procurador Rodrigo Janot declarou que o vice-presidente havia sido beneficiado com a quantia de R$ 5 milhões, pagos pelo ex-diretor da empreiteira.

Além destes fatos, Cid Gomes baseou-se em documentos elaborados a partir de declarações feitas pelo senador Delcídio Amaral, ex-PT, e por fatos apurados pela operação Catilinárias, um braço da atuante Lava Jato, que envolvem o nome do vice-presidente e a sua condição de presidente do PMDB. #Michel Temer