O ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva prestou na quinta-feira (07) o seu terceiro depoimento para investigadores da Operação #Lava Jato na PGR (Procuradoria Geral da República) em Brasília. Dessa vez, o depoimento foi realizado em sigilo, conforme solicitação do próprio Lula.

Neste terceiro depoimento, Lula teve que depor para três investigadores da #Polícia Federal e teve como companhia a presença de três de seus advogados.

Indagado sobre seu relacionamento com Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, ele negou que tenha indicado Cerveró para a diretoria da Petrobras e que essa indicação não cabia a ele e sim ao Conselho Administrativo da Petrobras.

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A afirmação de Lula contradiz a delação de Delcídio do Amaral (o primeiro delator a veicular o nome de Lula no esquema de corrupção), que afirmou que Lula sempre teve influência nas decisões das diretorias das maiores empresas estatais brasileiras, inclusive na diretoria da Petrobras.

Delcídio também afirmou que a indicação de Nestor Cerveró à diretoria da Petrobras foi feita por Lula como forma de prêmio e de bonificação pelo auxílio de Cerveró para que um empréstimo de R$ 12 milhões considerado ilegal pela Lava Jato fosse quitado.

Lula também afirmou que nunca tentou atrapalhar o rumo das investigações da Operação Lava Jato

Lula afirmou que jamais tentou interferir ou atrapalhar no rumo das investigações da Lava Jato. A acusação que Lula tentava atrapalhar as investigações também foi dada por Delcídio do Amaral em seu depoimento de colaboração.

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O depoimento durou uma hora e meia e Lula afirmou que tinha pouco contato com Delcídio

O depoimento de Lula durou uma hora e meia, questionado sobre sua relação com Delcídio, ele alegou que tinha pouco contato com o senador e que nem participou da indicação do ex-petista para liderar o governo. Durante todo o depoimento, ele tentou se distanciar de Delcídio segundo afirmação divulgada pelo jornal Folha de São Paulo.

A condição de Lula foi a de investigado, sendo que ele pediu para o relator da Lava Jato, Teori Zavascki, o adiamento desse depoimento, mas o STF negou o pedido.

Outras polêmicas não foram abordadas nesse depoimento como no caso dos áudios divulgados na força-tarefa de Curitiba.

A expectativa é que outros delatores façam menção ao nome de Lula, como no caso do deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE), que também é investigado e aceitou fazer delação premiada.