O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), realizaram uma reunião na noite da última quinta-feira (28) para acertar o embarque do PSDB em um eventual governo Temer. Aécio, como presidente nacional do partido, ainda se via relutante com a ideia, mas com a garantia de Temer de que não pretende disputar uma possível reeleição em 2018, o tucano se deu por satisfeito e ofereceu o apoio do partido.

O encontro aconteceu em São Paulo, onde Temer tem residência. Na reunião, ficou acertado que o PSDB não irá impedir que seus integrantes ocupem possíveis ministérios oferecidos por Temer, porém, o acordo e convites só serão oficializados na próxima terça-feira (3), quando será entregue por parte dos tucanos um documento com propostas para “mudanças no país”.

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O que ficou definido

Obsessão dos tucanos, já que perderam as quatro últimas eleições presidenciais – duas vezes para Lula e mais duas para Dilma, Temer garantiu publicamente em entrevista ao SBT que não pretende participar da disputa eleitoral em 2018.

Aécio, Alckmin e Serra, os três principais caciques tucanos, e que foram todos derrotados pelos petistas, ainda querem assumir a presidência em algum momento, e tinham como preocupação como ficaria a situação caso participassem do governo Temer e tivessem que romper para a disputa presidencial.

Nomes tucanos cogitados

Michel Temer pensa em entregar o Itamaraty para o senador do PSDB José Serra. O ex-candidato a presidência, derrotado tanto por Lula em 2002 como por Dilma em 2010, tinha o sonho de assumir novamente o Ministério da Saúde, mas o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), já informou a Temer que a bancada quer manter o ministério dentro da sigla.

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Sobrou para Serra o Ministério das Relações Exteriores. Inclusive, segundo o jornal O Globo, o convite já foi feito na noite de ontem.

Outro nome que pode ocupar um eventual governo Temer é o da deputada federal Mara Gabrilli (SP). Ela é cotada para assumir a Secretaria de Direitos Humanos. A parlamentar é tetraplégica e ficou marcada por ter desafiado Eduardo Cunha.

“Chega, senhor presidente. Levante dessa cadeira, Eduardo Cunha.”, disse Gabrilli no microfone da Câmara.

Conclusão de Aécio

O presidente nacional do PSDB afirmou após o encontro que a direção nacional do partido, o governador Geraldo Alckmin, anteriormente crítico ao apoio ao governo Temer, e o ex-presidente FHC, figura ilustre entre os tucanos, estão afinados e pensando em um só tom. #Aécio Neves #Dentro da política #Crise-de-governo