#Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, continua causando revolta e nervosismo ao Planalto. Cunha estabeleceu várias regras para o dia da votação do #Impeachment e o #Governo quer entrar com recursos no Supremo Tribunal Federal para barrar as estratégias de Cunha. O governo não concorda que o presidente da Câmara estabeleça as regras de votação e recorreu ao Supremo. As maneiras que Cunha pretende envolver a votação são temidas pelo Planalto, pois influencia os deputados a se posicionarem contra a presidente petista.

O governo deseja que a votação siga o rito adotado no afastamento, em 1992, do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

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Na época de Color, o presidente da Casa Legislativa, Ibsen Pinheiro, determinou a votação por ordem alfabética e marcou a votação para um dia da semana. Já Cunha pretende fazer bem diferente dessa época. O peemedebista pretende colocar a votação num domingo, provavelmente dia 17 de abril, e fará a chamada dos deputados não por ordem alfabética, mas por ordem de Estado, começando pelo Rio Grande do Sul. Cunha deseja começar a votação por regiões onde o impeachment da presidente é mais requerido pelos parlamentares, no caso da região Sul, e depois ir para regiões mais propícias ao apoio à presidente.

Mudança de voto

Na opinião de um assessor presidencial, há o risco do governo não conseguir manter os votos favoráveis à Dilma, pois os deputados poderiam ser induzidos à votar contra a presidente em meio às estratégias e regras estabelecidas pelo presidente da Câmara.

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Outro ponto relevante nessa questão em favor ao governo é o esvaziamento do plenário no dia da votação, porém, Cunha já pensou nisso e pretende fazer sucessivas chamadas no microfone dos deputados faltosos. Serão feitas mais do que uma chamada para cada deputado, ressaltou Cunha.

Votação

Eduardo Cunha disse que também irá votar, pois é um direito dele. Eduardo lembrou que Ibsen também votou na época de Collor. O peemedebista afirmou que abrirá mão da neutralidade garantida ao presidente.