Gim Argello, que foi preso nesta terça-feira (12) pela 28ª fase da Operação Lava Jato, é o favorito para ocupar a cadeira de ministro do TCU. O cargo de ministro do Tribunal de Contas da União é vitalício e tem uma remuneração de R$26,7 mil e a sua principal função é a de fiscalizar as contas públicas. Quando Gim Argello se elegeu senador em 2007 fez muitos amigos poderosos dentro do Senado. Apesar disso, esteve nas principais manchetes do país por suspeitas de fraudes no governo, mas, no entanto, se orgulha de suas boas relações no Palácio do Planalto.

Opinião dos Procuradores do TCU

Os procuradores e servidores do TCU não aceitam Gim Argello para ocupar o cargo de ministro.

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O motivo para isso seria que o ex-senador não teria reputação 'ilibada' e quase foi cassado em 2007. Além disso, o cargo exige conduta reta e acima de suspeita, segundo manifestações dos funcionários e procuradoria do TCU. O procedimento, até o presente momento, para nomeações feitas no Congresso foi tranquila, mas agora se tornou mais difícil com as manifestações dos procuradores e servidores do Tribunal de Contas. A base aliada não aprovou o processo que deveria ser rápido como pretendido por Renan Calheiros. De acordo com declarações do senador Cristovam Buarque, Argello não tem vocação para assumir o TCU, pois não tem preparo nem gosto para um trabalho árduo como o de ministro do órgão.

Gim Argello é indicado oficial de Renan Calheiros, mas a equipe de Dilma Roussef também faz gosto na sua indicação.O motivo para isso seria o de que Argello é a peça chave para ter o apoio do PTB nas próximas eleições presidenciais.

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Isto se daria porque o atual ministro Valmir Campelo recebeu a proposta de assumir um cargo importante no Banco do Brasil ou a vice-presidência do governo.

Denúncias no STF

Os inquéritos que tramitam no STF são em número de seis e datam dos anos de 2008, 2010, 2012 e três no ano de 2013, os quais não se tratam, ainda de ações penais, por isso ele não é, oficialmente, réu no STF. Os crimes supostamente cometidos por Gim Argello passam por lavagem de dinheiro, peculato, crime eleitoral e corrupção ativa. Gim não foi condenado até agora pelo STF, mas já perdeu em 1ª e 2ª instâncias no DF por ter criado cargos na Câmara Legislativa de Brasília e, atualmente, recorre no Supremo Tribunal de Justiça. Em 2010, o ex-senador obteve dinheiro de emendas que foram para entidades culturais fantasmas e depois teria repassado para uma Radio arrendada pelo seu filho, Jorge Afonso Argello Júnior. Na época, Gim perdeu o cargo de relator da comissão de apuração de Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Segundo o Correio Brasiliense, o filho de Argello não distribuía prêmios de promoções e, ainda, colocava como vencedores donos de carros que tinham placas frias. Além disso, a esposa de Argello e seu filho Jorge movimentam milhões em suas respectivas contas que não são compatíveis com suas declarações de renda. #Dilma Rousseff #Lava Jato