Em uma mensagem direcionada ao dia do Exército, comemorado nesta terça-feira (19), o comandante da Força, General Eduardo Villas Bôas, afirmou que confia no pleno funcionamento das instituições brasileiras e à preservação da estabilidade no país. Ele destacou ainda que o Exército brasileiro norteia-se pela paz social, em alusão à legitimidade da admissibilidade do processo de #Impeachment da presidente Dilma Rousseff, que foi aprovado por ampla maioria na Câmara dos deputados.

Ainda de acordo com o general Villas Bôas, "as instituições possuem condições essenciais no exercício legítimo de suas competências, além de delinear os rumos a seguir", ressaltou.

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A mensagem do comandante do exército buscou implicitamente enfatizar que o processo de impeachment que segue em andamento nas Casas legislativas, aprovada a admissibilidade na Câmara e sob análise no Senado, é conduzido dentro dos parâmetros da normalidade das instituições, não correspondendo, dessa forma, a um processo de golpe, conforme fora apregoado pela presidente #Dilma Rousseff.

Situação financeira

O general Villas Bôas declarou também que o Exército não se deixa abater por restrições orçamentárias impostas e nem pela defasagem salarial, já que segundo ele, "não condizem com a nobreza da profissão". O general fez questão de ressaltar que o Exército brasileiro goza de enorme credibilidade junto à sociedade civil. 

Sem a presença da presidente

A solenidade em comemoração ao dia do Exército, nesta terça (19), foi presidida pelo ministro da Defesa, Aldo Rebelo, e não contou com a presença da presidente Dilma Rousseff e nem do vice, Michel Temer.

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A presidente da República preferiu somente encaminhar uma mensagem, referindo-se ao papel do exército junto à população, ao referenciar que "as brasileiras e brasileiros sabem que podem contar com o Exército Brasileiro", afirmou. Dilma destacou ainda, na mensagem encaminhada à instituição, o papel preponderante do exército, em relação à condução dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro, previstos para ocorrerem na metade deste ano. #Crise no Brasil