Ontem, dia 17, o Congresso Nacional aprovou a admissibilidade do processo de impeachment por 367 votos a favor e 137 contra. Foram mais de dez horas de votação, agressões verbais a vários parlamentares, entre eles o presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha, a presidente Dilma e o ex presidente Lula - o que levou a um clima quente em Brasília.

Mas no fim da noite,  o deputado Hugo Mota do PSDB proferiu o voto de número 342, o número mínimo para que o parlamento brasileiro aceitasse o processo de impeachment. Certamente a situação do governo ficou mais complicada ainda, uma vez que o processo de impeachment vai à votação nos próximos dias no Senado, onde segundo informações da oposição, a vitória também é garantida, pois eles admitem ter pelo menos 45 senadores favoráveis ao impedimento e o consequente afastamento da Dilma por 180 dias, e ela seria substituída pelo vice-presidente Michel Temer.

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O que se viu ontem no Congresso foi um show de agressões de ambas as partes. A base governista acusou o Eduardo Cunha usando palavras como "ladrão, oportunista, gângster", entre outras. O PT e seus aliados não aceitaram que o presidente da Câmara, que está sendo investigado por propina e por ter contas no exterior, estivesse presidindo aquela sessão que foi um divisor de águas para a política nacional. A base oposicionista aproveitou para atacar a presidente Dilmae o ex-presidente Lula, acusando-os de crime de responsabilidade como as pedaladas fiscais. O governo também atacou o tucano Aécio Neves - Senador (PSDB) acusando-o de ter recebido propina de empreiteiras na campanha presidencial. Houve muita gritaria de ambos os lados, mas no fim a vontade de parte da população com o apoio da oposição fez virar o jogo contra a presidente e a admissibilidade do impeachment foi aprovada com certa folga.

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A imagem do Brasil no exterior é a pior possível

Ontem a mídia internacional mostrou toda a votação, entrevistou pessoas nas ruas de São Paulo e Brasília, e todos mostraram sua indignação contra a corrupção instalada no governo petista. Apesar do resultado desastroso, segundo José Eduardo Cardoso, Advogado Geral da União, a presidente Dilma não vai renunciar. A esperança do governo agora é tentar convencer Senadores da oposição e os indecisos a votarem contra o impeachment, mas segundo analistas, a situação da presidente é praticamente irreversível, e muito provavelmente ela perderá o mandato e teremos Michel Temer como novo presidente da República. Hoje Eduardo Cunha envia para Renan Calheiros, presidente do Senado, todo o processo para que o mesmo dê andamento o mais rápido possível.  #Dilma Rousseff #Crise-de-governo