O dono da Engevix, José Antunes Sobrinho, delatou Lula e Dilma, acusando os mesmos de terem recebido propina em seus governos. O modelo de negócios da Engevix era totalmente adaptado ao capitalismo de Estado e promovido pelos governos de Lula e Dilma. A Engevix se empenhava em corromper quem tinha o capital nas mãos e podia liberar dinheiro público para suas obras. Se propunha a ir além dos limites da decência, corrompendo políticos e amigos influentes dos mesmos.

José Antunes é um dos sócios da empreiteira e pagava propina a quem tinha o poder para liberar o dinheiro público barato, os quais, sucessivamente, permitiam os grandes contratos públicos para obras em estatais como Eletronuclear, Furnas, Petrobras, etc.

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Antunes foi preso porque participou do cartel de empreiteiras que se associou ao PT e PMDB, destruindo a Petrobras e, também, arrasando outras estatais durante os governos Lula e Dilma. O sócio da Engevix decidiu entregar tudo o que sabe aos procuradores da #Lava Jato.

Avanço das negociações

No avanço das negociações de delação, os donos da Engevix passaram a envolver, inclusive, a equipe do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Entre os crimes delatados pela empreiteira, estão comprometidos vários políticos com foro privilegiado, considerados os cabeças do esquema criminoso. A Revista Época detém, com exclusividade, a última proposta de delação feita pelos advogados de Antunes aos procuradores da Lava Jato. São trinta anexos que relatam fatos, pessoas e crimes relativos ao maior esquema de corrupção já visto no Brasil.

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Fatos relatados 

Antunes relatou aos procuradores que pagou propina a operadores que negociavam em nome do vice-presidente Michel Temer e do presidente do Senado, Renan Calheiros. De acordo com José Antunes, os dois patrocinaram nomeações de afilhados políticos em estatais como Eletronuclear e Petrobras no #Governo petista.

O dono da Engevix também relatou ter pago propinas milionárias ao caixa dois do PT em troca de vantagens ilegais obtidas pela empreiteira na Funcet, em Belo Monte, Caixa, Petrobras e Banco do Nordeste. Disse ainda que João Vaccari e José Dirceu também patrocinavam afilhados políticos em órgãos públicos. Declarou que Edinho Silva, arrecadador de Dilma Roussef, atualmente ministro no planalto, o pressionou a financiar a campanha de Dilma em 2014.

José Antunes e os principais delatores da Lava Jato afirmam que esse esquema de negócios só era possível através da maior das canetas, ou seja, a dos presidentes em exercício. Diz ainda que, sem a anuência do/a Presidente da República, nenhum dos afilhados políticos estariam em cadeiras que lhes foram designadas pelos dois maiores partidos de coalizão do governo, o PT e o PMDB. Antunes também delatou a propina paga à Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil, que foi, até 2010, a principal assessora de Dilma. #Dilma Rousseff