Talvez por esta o #Governo não esperava. Depois de mudar de estratégia e atacar diretamente seu vice, na tentativa de vinculá-lo a um comportamento 'golpista', Dilma Rousseff foi surpreendida com a saída do Partido Progressista (PP) da base aliada do seu governo. Considerado como a sigla de maior número de parlamentares, depois do PMDB, o partido era a aposta principal dos governistas contra a aprovação do #Impeachment em plenário.

Dilma muda o discurso e desperta a ira dos peemedebistas, que reagiram rápido ao seu ataque

Na tentativa de neutralizar seus opositores, Dilma tentou ser mais dura com seus antagonistas. Ela concentrou-se nos mais próximos: Michel Temer, principalmente depois do vazamento, supostamente acidental, de seu vídeo, e em Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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Nas suas palavras, a petista fez questão de associá-los com a tentativa velada de tirá-la do Palácio do Planalto.

A saída do PP de Maluf representa um duro golpe na estratégia já pré-elaborada de derrota do processo de impeachment. O partido representa a terceira maior bancada no Congresso depois da sigla de Temer. A preocupação principal do governo tornou-se agora um pesadelo constante. Dilma perdeu preciosos 47 votos que poderiam afastá-la de vez do processo que julgará seu afastamento.

Para se mensurar a relevância do partido dentro do contexto estratégico do governo, basta considerar o fato de que Dilma ofereceu um dos mais importantes ministérios do governo e detentor do maior orçamento, o da Saúde. Além disto, a agremiação levaria como bônus, a presidência da Caixa Econômica. O PP recusou.

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Vale ressaltar que a sigla também possui o maior número de parlamentares que são investigados pela Lava Jato.

Além dos que permanecem na fileira de seus apoiadores, o PDT, o PCB do B e o próprio PT, que formam o chamado núcleo duro do governo, Dilma tenta atrair outras siglas que ameaçam também desembarcar da base aliada. São eles o PSD, de Gilberto Kassab, atual ministro das cidades, e o PR.

Numa tentativa desesperada de garantir o apoio que lhe sustente no poder, o governo busca votos favoráveis de uma certa parcela de peemedebistas leais a Leornado Picciani (PMDB-RJ), líder na Câmara e simpatizante de Dilma. Entretanto, nos próximos dias, o parlamentar deverá anunciar a decisão de liberar seu grupo para votar no processo de impeachment.

Diante das consequências de sua ações, mediante a tentativa de neutralizar seus mais próximos rivais, Dilma se encontra em uma situação complexa e muito difícil, mais precisamente diante da súbita fragmentação de sua base de apoio, praticamente na véspera da votação que poderá decidir seu futuro político.

  #Dilma Rousseff