Um dos movimentos democráticos mais atuantes, que luta pelo #Impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, e responsável por convocar milhões de brasileiros às ruas, juntamente com outros grupos que também exigem o afastamento da presidente, resolveu agir incisivamente também na frente jurídica. Porém, dessa vez, contra um dos ministros da mais alta Corte do país; o Supremo Tribunal Federal. O Movimento Brasil Livre (MBL), através de um de seus coordenadores e advogado, Rubens Nunes, entrou com pedido de impedimento do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, a partir de uma mesma decisão do próprio ministro Marco Aurélio, que determinou à Câmara Federal, obrigatoriamente, através de seu presidente, Eduardo Cunha, para que fosse instaurado o processo de análise de afastamento do vice-presidente da República, #Michel Temer.

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A decisão monocrática do ministro Marco Aurélio Mello, suscitou enorme polêmica, inclusive, com críticas provenientes do meio jurídico, e até mesmo de colegas da Corte, já que o ministro Gilmar Mendes atribuiu à decisão de Mello, insinuações de que ele (Mello) queira sempre ensiná-los, em referência às decisões do magistrado.

Acionamento do STF

O advogado do MBL, Rubens Nunes, argumentou que o ministro Marco Aurélio "feriu o princípio da independência dos Poderes", conforme decisão do magistrado de obrigar a presidência da Câmara dos deputados a abrir processo de impedimento contra o vice-presidente do país, Michel Temer. Após entrar com ação no Senado Federal, e posteriormente, verificar o arquivamento por parte do presidente da Casa, Renan Calheiros, responsável pela instituição que julga crimes de responsabilidade que, por ventura, venham  a ser atribuídos a ministros do STF, Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público, e ainda pelas atuações do Procurador Geral da República e do Advogado Geral da União, destaca-se na ação do movimento pró-impeachment, a discordância, em relação ao arquivamento proferido no Senado, já que: " A autoridade coautora (Renan Calheiros), agindo com total desconformidade, em razão da interpretação própria do ordenamento jurídico, resultou em proclamar juízo meritório da mesma, em razão do arquivamento da ação", afirmou o advogado do Movimento Brasil Livre.

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De acordo com o encaminhamento dado pelo ministro Marco Aurélio, referente à abertura de processo contra  Michel Temer, a análise final ficará a cargo do plenário do STF, em decorrência de a Câmara Federal ter recorrido da decisão individual do magistrado. #Governo