A discussão e depois a votação do impeachment de Dilma Rousseff ganhou destaque na imprensa nacional e correspondentes de vários países estavam em Brasília neste domingo (17), acompanhando tudo e tentando entender toda aquela confusão, porque se nem os brasileiros sabem, na maioria das vezes, explicar o que é preciso ser feito e como as leis funcionam, imagine só quem reside fora do país.

A cobertura da mídia internacional ficou mais intensa quando Dilma divulgou o vídeo nas redes sociais com a gravação do discurso que faria em rede nacional de rádio e televisão, mas foi aconselhada pelo advogado geral da união a desistir da ideia.

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No discurso, a petista faz duros ataques ao que ela chama de "aventura golpista".

O jornal argentino "Clarín" trouxe a foto de Dilma na capa e apontou a crise política brasileira como grave, citando a frase dita pela presidente que alega ser uma fraude a denúncia feita contra ela. A crise no Brasil tem afetado muito os argentinos que já vivem um momento de dificuldades com sua economia e tudo que acontece por aqui é de grande interesse para eles.

Já o "El País", periódico espanhol, destacou o debate para a votação do processo de #Impeachment da presidente, noticiando que os brasileiros vivem momento de catarse coletiva e que Dilma, tendo sido reeleita há pouco mais de 1 ano já está prestes a ser retirada da presidência do Brasil.

O "New York Times", um dos mais conhecidos e influentes jornais do mundo, foi duro com o momento vivido por aqui e publicou que a política no Brasil é um "esporte sangrento" e que o impeachment que leva para as ruas cidadãos a favor e contra, tem "inflamado paixões".

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A "Lusa", agência de notícias portuguesa informou que a presidente até cancelou o encontro que teria com os movimentos sociais e foi se encontrar com líderes parlamentares para tentar pela última vez a conquista dos votos dos indecisos.

Na Inglaterra a BBC destacou a acusação que Dilma fez a quem apoiava seu impeachment de estarem condenando uma pessoa inocente em troca de proteção aos políticos corruptos.

O "The Washington Post", dos Estados Unidos, afirmou que a crise no Brasil, diferente do que aconteceu no século XX, não envolvia as forças armadas e nem tinha derramamento de sangue, mas acusou o país de um "golpe suave". #Dilma Rousseff #Crise-de-governo