Na sessão da Câmara desta segunda-feira, 4, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, apresentou a defesa da presidente Dilma solicitando o arquivamento de todo processo de impedimento contra a presidente.

O boneco levado para a Câmara seria a reprodução do ex-presidente #Lula caracterizado como presidiário. Daqui duas semanas prevê-se que a solicitação de #Impeachment da presidente #Dilma Rousseff seja votada em plenário, fazendo com que o governo e oposição reforcem as buscas pelos deputados "indecisos" ou "indefinidos".

No geral, os dois lados utilizam da "pressão das ruas" e da "consciência de culpa" para trazer os parlamentares ao conjunto de defensores ou aos que se colocam contra o afastamento da petista.

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Conforme publicado ontem pelo jornal "O Estado de S. Paulo", a prioridade está nos 55 deputados que expressarão sua indecisão, nove deputados que não declaram seu voto (mesmo sabendo que podiam permanecer no anonimato), e 71 membros de 15 partidos diversos que não foram encontrados pela reportagem.

A matéria mostra que 261 deputados votaram em favor da abertura do processo de impeachment e 117 foram contra ao seguimento do mesmo. Considerando que para o Senado seguir adiante com o processo, serão obrigatórios pelo menos 342 votos, próximo a dois terços dos deputados da Câmara já que no total seriam 513 membros.

Tanto os defensores quanto os que são contra procuram ver os números da publicação do jornal com confiança. A análise feita pelo Planalto é de que a reforma ministerial será feita nesta semana - na qual a presidente Dilma irá trocar cargos e posições por votos de deputados de partidos conhecidos como centrão (PP, PR e PSD - contrários ao impeachment).

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O governo acredita ser o bastante para controlar o avanço da onda pela expulsão da petista. De qualquer forma, o governo ainda insistiu na teoria de tachar o seguimento como "golpe".

Conforme o deputado Bohn Gass (PT-RS) informa, os números exibem que o governo tem a possibilidade de barrar o processo de impeachment. O membro da banca ainda arrisca a presença (mesmo que informal) do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pronunciamento do governo e na intimidação dos movimentos sociais de esquerda.