Hoje no Senado, comissão elege quem será o presidente e o relator para dar continuidade ao rito do impeachment, após pressão por parte do grupo pró-#Impeachment e a declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de que não será posto em aprovação nada até que Senado julgue o impeachment, fazendo assim o processo acelerar.

Está previsto para esta terça, 26, às 10h o inicio da sessão na qual define relator e presidente. Ontem, 25, o Senado elegeu 21 membros titulares e 20 suplentes, definindo assim a comissão que irá analisar o processo contra a então presidente da república #Dilma Rousseff.

O PMDB, partido que possui maior número de senadores na casa indicou como presidente o senador Raimundo Lira (PMDB-PB).

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A indicação foi aceita tanto pelo governo como pela oposição, o que pode então já estar definindo aí o presidente. Já para relator foi citado o nome de Antônio Anastasia (PSDB-MG), que acabou repercutindo na base governista e trazendo contestação dos parlamentares, já que Anastasia faz parte do partido opositor à Dilma (PT). Afinal, o relator é quem dá o parecer sobre a admissão ou não do processo, e quem também elabora o parecer final de méritos das acusações, no qual recomenda ou não a cassação.

Se aprovado no Senado, Dilma será afastada da presidência por 180 dias, até que seja dado um parecer final pela comissão sobre a cassação. Após a comissão ser formalizada hoje, o relator escolhido deverá, em 10 dias, entregar o parecer sobre a admissibilidade do processo. Então será votado na comissão e depois submetido a plenário.

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A oposição quer que ocorra entre os dias 11 e 15 de maio, a votação em plenário.

Para que a presente Dilma Rousseff seja afastada por 180 dias de seu mandato, se faz necessária a maioria dos votos dos senadores que hoje são o total de 81, sendo então a maioria 41. Com o afastamento, será iniciado o processo de coletas de prova contra o governo e o processo segue para o STF - Supremo Tribunal Federal -, onde o presidente Ricardo Lewandowski dará continuidade, momento em que Dilma terá o direito de defesa.

Para que ocorra a cassação do mandato, o número de votos dos parlamentares do senado deve ser de dois terços, o que seria então voto de 54 dos 81 senadores. #Crise-de-governo