Com o anúncio nesta terça-feira (26) da formação da comissão que irá analisar o #Impeachment da presidente Dilma Roussef no Senado, a expectativa agora é de como o processo irá proceder até a decisão final. Apesar de o #Governo afirmar que irá lutar até o fim, como a própria Dilma afirmou após a aprovação do impeachment na Câmara, a comissão formada neste terça-feira não traz uma perspectiva positiva: dos 21 membros, atualmente, apenas cinco seriam pró-Dilma.

Após aprovados os membros da comissão, agora o relator eleito, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), pretende ouvir a defesa ainda nesta semana, no dia 29, e entregar o seu relatório final no dia 4 de maio.

Publicidade
Publicidade

Com a apresentação do relatório aos demais membros da comissão formada no Senado, a expectativa é de que a votação da admissão ou não do processo de impedimento da presidente da República deverá acontecer até o dia 9 de maio. Caso aceito pela comissão, deve ir à votação no plenário no dia 12.

Se o processo for aprovado por maioria simples, nesse caso representando 41 dos 81 votos dos senadores, significará que a presidente Dilma será obrigatoriamente afastada por até 180 dias do cargo a partir do momento em que tiver sido notificada da decisão oficial. A partir de então, quem assume o país é o vice-presidente Michel Temer. Ao final do processo no Senado, para que Dilma seja retirada definitivamente do cargo serão necessários 54 votos. Não somando tal número, Dilma Roussef poderá retomar o trabalho na presidência.

Publicidade

Durante a discussão no Senado nessa terça, a senadora Fátima Bezzera (PT-RN) defendeu a presidente. "Há tempo suficiente no calendário para que a comissão convide e escute especialistas e até ministros envolvidos no tema aqui em questão", afirmou ela. Por outro lado, senadores da oposição sugeriram que o calendário a ser adotado passe anteriormente por uma votação.

A plataforma Atlas Pacífico, que vem acompanhando o processo e divulgando pesquisas, calculou na última segunda-feira (25) uma possibilidade de 99,9% de que a presidente seja afastada no dia 12. Já para o seu afastamento definitivo, esse cálculo cai para 45%. #Dilma Rousseff