O #Senado Federal já definiu os 21 membros que vão integrar a Comissão Especial do ‘impeachment’ para analisar o pedido de afastamento de Dilma Rousseff do cargo presidencial. A única questão que ainda aguardava uma decisão era com relação ao delator, que apesar da reprovação dos petistas, o nome de Antônio Anastasia (PSDB) foi confirmado para assumir o posto.

Em mera demonstração para verificar os ânimos dos Senadores, foi realizado em plenário nesta segunda-feira (25) uma votação singela que resultou nos 21 eleitos, porém, por ser uma prática simbólica, não foi formalizada, mas que de antemão, revelou-se as preferências dos lideres partidários.

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Antes da votação fictícia que ocorreu na própria segunda-feira, já se imaginava a indicação do senador Raimundo Lira (PMDB-PB) como presidente da Comissão Especial, além, da possível data de votação do parecer reservada para o dia 9 de maio.

Por falar em PMDB, o partido lidera a Casa com o maior número de senadores, ou seja, possui a maior bancada do Congresso com 18 parlamentares, o que reflete muito bem na Comissão Especial, sendo integrada por 5 integrantes do partido.

Após a escolha e as indicações referente a composição dos senadores, a sequência foi assegurada da seguinte forma: ao maior grupo PMDB com (5), PSDB com (3), PT com (3), PP com (2) e PSB com (2) e o restante PSD, PBT, PCdoB, PR, PTB e DEM elegeram apenas 1 integrante, por serem partidos que possuem números menores de representantes em suas bancadas.

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O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) indicado a presidir a Comissão Especial, deliberou a instalação do Colegiado para essa terça-feira (26), ou seja, todos os membros, inclusive, o relator deverão intitulados ainda hoje, para que atinja os efeitos legais da formalidade e publicidade do feito.

Ademais, na sequencia, começam a computar o prazo de 10 dias da tramitação do processo, conforme estabelecido na Constituição da República Federal. Ao final desse prazo, os autos passarão pelo crivo dos integrantes da Comissão Especial, o qual deverá ser encaminhado ao plenário do Senado Federal para a votação dos parlamentares.

Importa lembrar que, para o processo de #Impeachment prosperar, será necessário um quórum para votação, sendo metade simples o que significa 42 votos favoráveis, caso contrário, o processo pode seguir para a gaveta, ou melhor, ser arquivado.

Na hipótese de acolhimento processual, a presidente #Dilma Rousseff deverá ser afastada imediatamente do cargo e das funções de Chefe de Governo pelo período de 180 dias, e aguardará o julgamento final que também ocorrerá no Senado Federal, presidido pelo presidente do Superior Tribunal Federal (STF). Nessa ocasião, o vice Michel Temer deverá ter assumido a Presidência da República, no momento do afastamento.