A advogada e professora de Direito da Universidade de São Paulo, Janaína Paschoal, prestou depoimento nesta quinta-feira (28), até a madrugada do dia 29, sob a condição de convidada, na Comissão Especial para análise do processo de #Impeachment contra a presidente da República, #Dilma Rousseff. Janaína é uma das autoras do parecer que solicita e embasa o processo de impeachment, já  tendo aprovada a admissibilidade na Câmara e encaminhado para o Senado Federal.

O discurso proferido pela advogada e autora do pedido de impeachment, foi considerado extremamente duro, já que  ela pôde desencadear todo seu pensamento e detalhar o processo de acusação contra a mandatária do país.

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Ainda de acordo com a advogada Janaína, a presidente Dilma Rousseff, não pode alegar inocência, ao dizer que não sabia dos desvios de recursos públicos provenientes de corrupção e em relação às chamadas "pedaladas fiscais", que segundo a autora do pedido, a presidente tinha pleno conhecimento da ilegalidade dos atos.

Crimes atribuídos à presidente

Janaína Paschoal procurou enfatizar que a presidente Dilma praticou crimes de responsabilidade, mas também crimes comuns. Os crimes de responsabilidade seriam as pedaladas fiscais, através de operações de crédito fraudulentas, buscando "esconder" a realidade das contas públicas do país. A incumbência da mandatária na prática de crime comum, pode-se caracterizar pelo ato de falsidade ideológica, a partir do momento que o governo se utilizou de estelionato eleitoral, para que a presidente conseguisse se reeleger.

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A advogada ainda indagou, de modo contundente, em relação à presidente: "Foram anos de falsidade ideológica na nossa cara, e ela é inocente?", perguntou.

Janaína defendeu ainda que o Senado possa analisar a denúncia original, englobando até mesmo o fator Lava Jato, além das pedaladas fiscais e os decretos orçamentários. Quando questionada por senadores a respeito de um possível pedido de impeachment contra o vice-presidente da República, Michel Temer, a advogada descartou por argumentos de que haja elementos plausíveis e embasamento jurídico, já que, segundo ela, Temer assinou decretos, de modo que tenha sido delegado a isso, na ausência da presidente Dilma Rousseff. #Crise no Brasil