A advogada e autora do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Janaina Paschoal, roubou mais uma vez a cena durante sua fala na Comissão do Impeachment no #Senado Federal. Com choro, elogios a Constituição, alongamento e até gritos, a autora caiu em uma pegadinha feita pelo senador Randolfe Rodrigrus (Rede-AP) e acabou “concordando” com o impeachment do vice-presidente, Michel Temer.

O senador da Rede só teve direito a fala depois de 1h da manhã. Durante seu tempo, leu a edição de quatro decretos de créditos suplementares específicos, também sem numeração, e pediu que Janaina tipificasse os crimes e dissesse se eram motivos de impeachment.

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 A jurista, especialista em Constituição como é, argumentou que abertura de créditos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional é crime de responsabilidade, por essa razão, motivo para impeachment.

Após a explanação de Janaina, Randolfe apresentou a pegadinha. Ele disse que ficou “feliz com a opinião” da jurista porque ela tinha acabado de concordar também com o impeachment do vice-presidente, Michel Temer.

“Essas ações que eu li foram tomadas pelo vice.”, disse Randolfe.

Notadamente constrangida com a situação, a jurista tentou se explicar e disse que vice só assina pela falta do presidente, segundo ela, neste caso, não há o “tripé de crimes continuados e intercalados entre si”.

Assista:

Jurista afirma que não há razão para impeachment de Temer

O mais curioso de toda essa situação é que Janaina Paschoal, pouco tempo antes, já havia argumentado contra o impeachment de Temer.

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A jurista havia sido “convidada” pelo senador Telmário Mota (PDT-RR) a entrar com um pedido de impeachment do vice-presidente, mas foi rechaçado por Janaina.

“Não há nenhuma referência ao vice. Não há o tripé de crimes continuados e intercalados entre si”, afirmou.

Na mesma fala, Telmário perguntou sobre o procurador da República que é acusado de agredir a esposa, Douglas Kirchner, e é defendido por Janaina. A jurista se exaltou e, aos gritos, bravejou: “Não quero, não vou admitir”, disse ela. E ainda completou: “Meus clientes são sagrados”, e se retirou da sala onde se reunia a Comissão. #Dentro da política #Crise-de-governo