Antes mesmo do governo Dilma Rousseff chegar aos 300 votos contra o impeachment, o líder José Guimarães já reconheceu a derrota. Entretanto, ele definiu como "derrota momentânea", já que o processo ainda segue para votação no Senado. No momento em que ele deu a rápida entrevista, o governo contava 300 votos contra e pouco mais de 100 a favor. Para que o impedimento não seja arquivado, é necessário ter pelo menos 342 votos. Para arquivá-lo, é necessário ter 172 votos contra - aqui também são contadas as faltas e abstenções.

De acordo com Guimarães, o governo continuará lutando, pois não são de "recuar" ou "se deixar abater".

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Ele garante que ainda há "campo político" para disputa, pois as ruas "estão com o governo" e há condições para virar as intenções de voto do Senado. Até agora, de acordo com pesquisas divulgadas pela Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, o governo também perderia no Senado. Antes de ir embora, Guimarães afirmou que a luta "está apenas começando".

Pouco antes de reconhecer a derrota, Guimarães havia afirmado que não falaria com jornalistas antes do resultado, mas "pelo que está aí", eles ganhariam. Depois, definiu que "os golpistas foram mais fortes".

Antes disso, o deputado Orlando Silva, do PC do B de São Paulo, também havia reconhecido a derrota. O seu partido fechou a favor do governo. Quando deu sua declaração, o placar ainda estava 210 a 59. Ele disse que o governo foi vítima de um "efeito manada", já que houve "traições" de políticos que já tinham feito acordo com Dilma.

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"Foi uma derrota dupla", disse ele, se referindo às traições de partidos e ao "efeito manada". Mas ele também disse que confia que isso será revertido no Senado, que é comandado por Renan Calheiros. 

O governo Dilma Rousseff começou a reconhecer a derrota na votação da Câmara dos Deputados quando os deputados do Rio Grande do Norte começaram a dar seus votos. De acordo com suas projeções, o governo teria 115 votos contra o #Impeachment. Na realidade, entretanto, nesse momento o governo contava apenas com 95 votos. Já de acordo com o colunista Gerson Camarotti, do G1, o clima no Planalto era de "desânimo". Articuladores de Dilma concluíram que a derrota foi por não terem conseguido emplacar a estratégia de conseguir um maior número de ausências.

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