O ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva descreveu na manhã dessa terça-feira (19), numa reunião com o comando do PT, detalhes íntimos sobre a reação dele próprio e da presidente #Dilma Rousseff no domingo, enquanto acompanhavam a votação do processo de #Impeachment na Câmara dos Deputados.

Lula contou aos presentes na reunião de hoje, que ele teve que sair três vezes da sala onde assistia a votação junto com a presidente Dilma porque não conseguia parar de chorar.

Lula afirmou que chorou três vezes durante o encontro porque se lembrou de todas as dificuldades que ele teve, junto com outros “companheiros”, para fundar o PT.

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Outro motivo dado por Lula para justificar suas lágrimas são as dificuldades e os obstáculos atuais dos colegas de partido para se manter a favor do governo.

Lula também comentou a reação de Dilma durante a votação e disse que ela permaneceu impassível durante toda a votação e apenas pedia para que os assessores o acompanhassem quando ele saia para chorar.

“Dilma apenas dizia aos assessores: Cuidem do presidente!”.

Lula afirmou que única explicação para o impeachment é uma costura política para determinar o fim da Lava Jato

Lula acredita que a única explicação para que tantos deputados tenham votado pela continuidade do impeachment, é uma possível costura política que visa um acordo para que seja decretado o fim da Operação Lava Jato, pois segundo Lula, dos 21 deputados federais que estão sendo investigados, 16 votaram a favor do impeachment.

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Outra informação interessante da reunião de domingo é que todos os participantes tiveram seus celulares retidos durante o encontro, para que ninguém divulgasse o conteúdo da reunião enquanto estivesse em andamento.

Participantes da reunião, disseram que Lula se sentiu traído e chamou ministros de “canalhas”

De acordo com reportagem da Folha de São Paulo, outros participantes que estavam na sala com Lula e Dilma disseram que o ex-presidente também reclamou muito dos deputados aos quais havia conversado antes da votação, e se sentiu “traído” quando eles disseram o “sim” pela continuidade do processo de impeachment.

Em relação aos ministros, os participantes afirmaram que Lula os chamava de “canalhas” a todo o momento e recomendou que a posição do partido a partir daquele momento era de questionar a legitimidade de um eventual governo Temer.

Lula disse aos presentes que era inaceitável um vice-presidente já estar montando uma equipe de governo antes mesmo do término do processo de impeachment da atual presidente.

Ao final do encontro, Lula teria recomendado que seus aliados não fossem agressivos contra Temer, para que no final não culpem ainda mais o PT pelo fracasso do peemedebista ao término de seu eventual mandato em 2018.