No dia seguinte, ao início do processo de #Impeachment aceito pela maioria na Câmara dos Deputados, Lula e Dilma passaram a agir juntos numa estratégia desesperada, na tentativa de conseguir votos que possam barrar o processo que agora chega ao Senado. Embora o cenário já aponte para um possível afastamento da presidente por um prazo de 180 dias, tanto o ex-presidente quanto sua sucessora não dão trégua e começaram a pressionar os partidos mais próximos da base governista ou aqueles que possuem membros que fazem parte do primeiro escalão.

Quais os partidos cortejados por Dilma e Lula ?

Os alvos preferenciais são o PSB e PMDB, cujas posições são mais moderadas e de maiores proximidades com o governo.

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De quantos votos  o governo precisa para barrar o processo?

Na contabilidade de votos do Palácio do Planalto, Dilma dispõe de 20 votos contra. Seriam necessários mais oito para garantir o arquivamento do impeachment.

Os defensores do afastamento definitivo de Dilma precisam de 54 votos a favor do total de 81 parlamentares que compõem o Senado

Dilma tem garantido o amplo direito à defesa no Senado e o fará pessoalmente em plenário

Dilma tem a seu favor o compromisso do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) em não acelerar o processo, respeitando os mesmos trâmites do impeachment do então presidente Fernando Collor, na época, em 1992. Estes detalhes foram acertados após uma reunião entre ambos na segunda-feira, dia 18. O presidente do Senado assegurou que Dilma terá amplo direito à defesa.

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Nesta mesma reunião, após reclamar com senador que a condução da votação feita por Cunha privou o #Governo de se defender, a presidente afirmou que pretende fazê-la, pessoalmente, no plenário do Senado.

Para ganhar tempo, Lula e Dilma buscam o apoio de parlamentares que já fizeram parte do governo, como o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que já foi ministro da Integração no primeiro governo de Dilma. Neste sentido, foi solicitado aos atuais ministros da Agricultura, Kátia Abreu e Eduardo Braga, das Minas e Energia, ambos PMDB, que se licenciem dos respectivos cargos e retornem a seus mandatos de senadores. 

Além disto, Dilma e Lula buscam mudar o voto dos indecisos ou mesmo dos que já declararam antecipadamente que irão votar a favor do impeachment. Pelo PSB, são eles: Romário (RJ), Antonio Carlos Valadares (SE), Lúcia Vânia (GO), Roberto Rocha (MA), Fernando Bezerra Coelho (PE).  #Dilma Rousseff