Em 2009, o diretor comercial da Braskem no México, Cleanto de Paiva Leite Filho, teria enviado um pedido de ajuda por e-mail ao seu colega de trabalho Roberto Prisco Ramos que, na sequência, teria repassado o pedido à uma pessoa mais qualificada para resolver o problema, cujo nome seria  Alexandrino Alencar, diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, o qual teria os contatos adequados ao caso. O pedido de ajuda se tratava de um 'empurrão' para que a LILS, empresa de #Lula, que na época era Presidente do Brasil, aceitasse um convite de Felipe Calderón, então presidente do México, para intermediar as negociações de um contrato entre a Braskem com a empresa mexicana Idesa.

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Negociações da Odebrecht

A reunião marcada com Calderón seria realizada no México para o acerto de um negócio bilionário com a construção de um complexo petroquímico de US$ 5,2 bilhões no estado de Vera Cruz. O negócio era de grande interesse da Odebrecht e queriam a intermediação do ex-presidente Lula. Dois meses após este e-mail, em fevereiro de 2010 o ex-presidente Lula foi ao México para participar da 2ª cúpula da América e Caribe sobre desenvolvimento e integração, e então se reuniu com Calderón para comemorar o contrato realizado entre a Idesa e a Braskén.

Investigações da Polícia Federal

Em investigações, este ano, a Polícia federal descobriu que a caixa de e-mails de Alexandrino tinha sido apagada, mas depois recuperada pelo departamento de justiça dos Estados Unidos em colaboração com a operação Lava Jato. Em Março de 2016 a #Lava Jato recebeu os dados do e-mail que comprova o envolvimento do ex-presidente Lula, quando ainda era Presidente do Brasil, com interesses da Odebrecht em contratos firmados em outros países.

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No relatório enviado pela PF ao juiz Sérgio Moro, contém indícios de que  Lula, enquanto Presidente, fazia tráfico de influência.

Dados do Ministério Público

Em 2015 o MPF abriu inquérito para investigar se o ex-presidente fez tráfico de influência com outros países após sua saída da Presidência da República. Constatou-se que Lula havia usado seu prestígio como ex-chefe de estado para influenciar contratos feitos na Africa e America Latina financiados pelo BNDES e, então, concluiu-se que as famosas palestras à que Lula sempre se referiu para justificar sua remuneração como palestrante era na verdade dinheiro recebido para favorecer contratos realizados no exterior com as referidas empreiteiras investigadas na Lava Jato. De 2011 a 2015 Lula viajou para os países envolvidos nas negociações de contratos com a  Odebrecht, dentre os quais Cuba e Angola, cujas despesas foram financiadas pela mesma. Foi detectado pelo MPF que, no padrão usado pelas negociações, o BNDES fez parte de vários financiamentos e, no projeto realizado pela Brasken,  o banco financiou 700 milhões de dólares.