Nessa quarta-feira (28), os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram, junto ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), um pedido para que sejam investigadas as declarações de um dos integrantes da Operação #Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador que faz parte da força-tarefa da #Polícia Federal.

Os advogados de #Lula pediram para que o procurador seja definitivamente afastado de suas atividades. A alegação é que Carlos Fernando dos Santos Lima tem se expressado, dando “declarações de pré-julgamento” e “juízo de valor”, sem que haja nenhum fato concreto consumado e comprovado sobre o investigado, no caso Lula.

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Advogados também acusam procurador por “ter revelado anseio pessoal”

Os advogados também defenderão a tese que o procurador defende em suas declarações um “anseio pessoal” quando se expressa sobre Lula, como se houvesse um tribunal paralelo.

Como no caso da declaração do investigador à reportagem da revista Época, na qual acusou sem papas na língua a participação de Lula no maior escândalo de corrupção do país.

“Há uma linha de investigação que aponta Lula na cadeia de comando”.

A mesma declaração foi concedida também à rádio Jovem Pan.

Investigadores também exigirão o silêncio do procurador na justiça

Outro pedido que também foi enviado ao Conselho é que seja terminantemente proibido que o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima conceda declarações à mídia sobre o envolvimento de Lula e de seus familiares nas investigações da operação Lava Jato.

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O pedido dos investigadores se baseou, também, na mensagem do Procurador Geral da República Rodrigo Janot, que, no mês passado, alertou membros do Ministério Público para que evitassem de dar declarações de radicalização e partidarização das investigações criminais as quais estivessem atuando.

Atualmente, as investigações sobre o esquema de corrupção que envolvem Lula estão sob o comando do STF (Supremo Tribunal Federal) e não mais sobre os cuidados da força-tarefa de investigadores da Lava Jato, da qual o juiz responsável pela comando das operações é o juiz federal Sérgio Moro.