A semana parece não ter começado boa para o ex-presidente Lula, homem eleito para ser mediador de acordos para tentar frear o processo de #Impeachment aberto contra a atual presidente do Brasil, #Dilma Rousseff.

Na tentativa de obter apoio contra o processo, depois de ter sua posse como ministro suspensa por uma liminar, o ex-presidente passou a integrar o governo como articulador político, com carta branca para tentar salvar a nau, que ao que tudo indica, estará a deriva consolidando-se o desembarque dos partidos pequenos que restam na base governista.

A debandada destes partidos nos últimos dias tem sinalizado que o ex presidente Lula já não tem mais tanta influência ou perdeu o poder de persuasão perante os partidos com os quais negociava cargos até a última semana e que agora abandonam o governo, deixando Lula com aparente ar de derrota.

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Reforçando este cenário, a bancada do PP, em reunião de 47 deputados, teve apenas 1/4 deles contrários ao impeachment, "foi um três para um" conforme disse Marcelo Belinati (PP-PR).

A presidente Dilma, que contava com pelo menos 20 votos dentro do partido, agora não tem mais, se tiver, será no máximo 7 votos, comentou Ricardo Barros (PP-PR), que após a decisão entregou o cargo de vice-líder do governo, anunciando que seu voto é pró-impeachment.

A presidente contava, se mantidos os votos do PP, com 193 votos, e agora ela pode contar com apenas 180, a perda de 13 votos do PP vai se somar a outra maior ainda, a do iminente abandono, quase na totalidade, do PMDB, principal aliado do governo, com o líder do partido liberando a bancada para votar livremente e as com recentes adesões de partidários ao voto pró-impeachment, (lembrando que Dilma precisa de pelo menos 172 votos a seu favor).

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No Paraná, por exemplo onde se podia contar com apenas o voto de Osmar Serraglio (PMDB-PR) pró-impeachment, já é dado como quase certo o fechamento em torno da questão.

O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), considerado um aliado do Planalto, já decidiu que vai apoiar o impeachment: “Não vejo dificuldade [em votar pró-impeachment]. O governo teve todas as chances e o partido decidiu por ampla maioria[...]", declarou resumidamente Barros, que é tesoureiro do diretório nacional do PP, decidindo por seguir a decisão do partido.

Nesta tarde de terça-feria (13), o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, também apresentou seu pedido de exoneração, informando ao Planalto que deixa a pasta seguindo orientação do partido (PP) para apoiar o impeachment de Dilma Rousseff.

No começo da semana, o governo já havia sofrido o abandono do PRB, partido da Igreja Universal e do Dep. Celso Russomanno, mostrando que sua vulnerabilidade só tem aumentado. O PRB tem 21 deputados e um senador, além do Ministério dos Esportes sob a responsabilidade de George Hiltom, que colocou o cargo a disposição, lembrando que o partido está com o governo desde 2003, época do governo Lula, que antes disso era chamado pela Universal de "demônio" e "representante de satanás".

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