Luís Inácio ‘#Lula’ da Silva deu o que falar após uma entrevista. O petista defendeu a presidente da República, Dilma Rousseff, e aproveitou para tecer críticas aos que são a favor do impeachment.

A declaração de Lula deixou subentendido que não é o povo que quer a saída de Dilma, mas sim a oposição que não aceita que ela (Dilma) tenha sido a ‘vencedora’ da eleição de 2014. Segundo o petista investigado pela Lava Jato, aqueles que querem ser presidentes devem seguir os meios democráticos, pois os mesmos meios ‘escusos’ que usarem para chegar ao poder, serão os meios usados para derrubá-los.

O petista evitou citar nomes durante sua conversa, mas também criticou a operação da #Polícia Federal, #Lava Jato.

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Lula ‘apoia’ que sejam realizadas investigações e que se apure quem ‘pegou dinheiro, quem roubou...’ mas que não é preciso todo o ‘show pirotécnico’ atual, onde a exposição de pessoas que não foram condenadas, acaba prejudicando a economia nacional, baixando o Produto Interno Bruto – PIB, e impedindo a geração de empregos.

Fase difícil

Se por um lado Dilma tem perdido o apoio de partidos e de aliados, por outro Lula não possui mais o ‘poder’ de influência que há alguns anos detinha. Logo, por mais que o petista tente ganhar tempo com seus discursos, o mesmo encontra-se passando por um processo por lavagem de dinheiro no MP-SP, além de ser investigado pela PF e ter seu lado ‘oculto’ escancarado para todo o mundo após gravações de ligações grampeadas serem divulgadas.

Considerado um ‘mito’ para alguns políticos e meios de comunicação estrangeiros, hoje Lula é visto apenas como um homem investigado e que teria ‘sujado sua trajetória política’.

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Além disso, a política da ‘elite branca segregativa’ não convence mais a maior parte da população.

É nítido para qualquer um que queira ver que a insatisfação com a corrupção no Brasil não é exclusiva de pessoas brancas e pertencentes a classe média, mas existe entre trabalhadores de qualquer cor e classe social. A situação é tão intensa que até celebridades tem entrado em rixa entre si por não suportarem mais a corrupção e acharem um absurdo alguém ainda defender o PT, o governo e Lula.

Importantes jornais internacionais, como o ‘The Economist’ e ‘The New York Times’ sugeriram que Dilma renunciasse pelo bem da economia do Brasil, além de evitar o constrangedor e de consequências rígidas: impeachment. Mas a presidente já disse mais de uma vez que não irá renunciar.