Sob segredo de justiça, decretado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, acompanhado do advogado Sigmaringa Seixas, prestou novo depoimento à Procuradoria-Geral da República, nesta quinta-feira (7), em Brasília.

No dia 04 de março, Lula foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento à Polícia Federal em São Paulo, na 24ª fase da operação Lava Jato, denominada Aletheia, na qual é investigado por suspeita de receber vantagens indevidas do esquema de desvios de dinheiro da Petrobras.

Em seu primeiro depoimento, Lula negou conhecimento sobre transações financeiras ilegais entre o Instituto Lula e as empreiteiras responsáveis por diversas obras, supostamente superfaturadas, envolvidas em esquemas de corrupção na Petrobras.

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Negou também ser dono de um sítio em Atibaia (SP) e de um tríplex, localizado em Guarujá (SP) que teria sido reformado pela construtora OAS, a um custo de mais de R$ 700 mil, em troca de favorecimentos nas licitações de obras públicas.

Numa aparente tentativa de evitar que o ex-presidente continuasse sendo investigado pela Polícia Federal, e para que obtivesse foro privilegiado, em 16 de março, o Palácio do Planalto divulgou, por meio de nota oficial, a nomeação de Lula para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, fato que não se concretizou, pois a decisão foi suspensa em razão de inúmeros pedidos de anulação da posse.

À época, foram divulgados áudios das conversas entre o ex-presidente Lula, Dilma Rousseff e os ministros Jaques Wagner e Nelson Barbosa, obtidos por grampos telefônicos autorizados pelo juiz Sérgio Moro, até então, à frente das investigações.

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Considerando incorreta a quebra de sigilo telefônico autorizada por Sérgio Moro, Teori Zavascki decidiu colocar sob sigilo parte da investigação que diz respeito ao ex-presidente, determinando que todos os fatos relativos ao suposto envolvimento de Lula, são, agora, de competência única e exclusiva do STF.

O teor do depoimento prestado no dia de hoje, é desconhecido.

Já em relação à nomeação de Lula para ministro-chefe da Civil, Rodrigo Janot, Procurador-Geral da República, divulgou um novo parecer na tarde de hoje, afirmando que, depois de analisar profundamente o caso, vê uma tentativa de desvio de finalidade e de tumultuar as investigações, posicionando-se claramente contra à posse do ex-presidente. #Lava Jato #Dentro da política