É grande a efervescência política no Brasil principalmente nas últimas semanas, quando o assunto na mídia é o possível #Impeachment da presidente do país, Dilma Roussef, e a acusação da oposição de que o ex-presidente Luis Inácio #Lula da Silva estaria fazendo manobras de apoio a permanência de Dilma no poder. 

Por outro lado, com manobras ou sem manobras, a democracia um dia criada pelos gregos, permite aos políticos que se articulem no sentido de trazer à tona os melhores debates e que esses debates sim, possam convencer o povo sobre quem acertou ou errou no governo, ou sobre quem está melhor preparado para guiar o país em épocas de tempestade global. 

A democracia é tão importante para a vida política de uma nação, permitindo, por exemplo, a "incoerência" de que Eduardo Cunha, líder da Câmara, conduza o processo da derrubada de Dilma, apesar do mesmo estar sendo alvo de acusações formais de autoridades estrangeiras e pela justiça brasileira sob as acusações de que praticou inúmeros crimes fiscais, políticos e econômicos contra o Brasil. 

Independente do azedume do cenário político nacional, neste sábado (16), o ex-presidente Luiz manifestou-se oficialmente dizendo que irá procurar os Governadores dos estados no sentido de obter votos de lastro que blindem a presidente Dilma contra o impeachment. 

Em 17/04, domingo, a Câmara dos Deputados exercerá o direito de votar o impeachment aprovado pela comissão especial, objetivando que os partidos de oposição ao governo do PT, consigam ganhar a votação e o caso siga finalmente para o Senado da República. 

São necessários 342 votos no mínimo, para garantir a aprovação do relatório e esse cenário levou Lula a se pronunciar em manifestação pública contra a deposição da presidente, falando textualmente o seguinte: "ainda tenho 3 governadores para conversar...

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vou conversar com governadores que eu acho que eles podem nos ajudar”. 

Lula reforçou a necessidade de que o Governo consiga ter ao menos metade dos 513 votos dos deputados federais ou que impeça a oposição de somar 342 votos, ou seja, é uma verdadeira guerra de sobe e desce, onde as situações mudam muito rapidamente, ratificou Lula no ato que se deu no Ginásio Nilson Nelson em Brasília e que conforme as fontes policiais teve a participação de 1.500 pessoas. 

Luis Inácio voltou a bater na tecla de que se o impeachment no Brasil não possui base ou evidência legal sólidas, não passa de um golpe anti-democrático e um dos alvo da fala do ex-presidente foi Michel Temer, atual vice-presidente do país, que por sinal muda de opinião como quem muda de camisa.

Lula fez questão de dizer que se Temer não deveria ficar ansioso pelo golpe de estado, mas, antes, deveria sim buscar pela eleição em 2018, pois o partido de Temer, o PMDB é grande.

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São nas urnas em que o debate sobre convencimento das pessoas deve ocorrer, arrematou Lula. 

#Dilma Rousseff tinha presença garantida no encontro, mas um pouco tempo antes ela disse que não iria, uma vez que teria reunião com outras lideranças políticas, mas remeteu uma carta para ser lida por Eleonora Menicucci, secretária especial de Política para Mulheres, onde pode agradecer o suporte dos amigos e aliados, dizendo confiar de que a democracia vencerá no domingo. 

Coincidência ou não, a conjuntura nacional do momento, evoca a letra da canção de Ney Matogrosso que diz: “Não existe pecado do lado de baixo do Equador. Vamos fazer um pecado rasgado, suado, a todo vapor... Vem! Vem! Vem! Ah! Ah! Vem! Ah! Ah! Ah!...”.