O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou nessa segunda-feira (25) a Brasília, no Palácio do Planalto, para se juntar aos integrantes do governo e, com a presidente #Dilma Rousseff, discutir estratégias e argumentos para conquistar apoio no Senado e derrubar o processo de #Impeachment. Essa será a primeira vez, após 41 dias, que #Lula retornou ao Palácio do Planalto. A última vez foi em sua posse como ministro da Casa Civil.

O primeiro local visitado por Lula foi o gabinete da presidente Dilma Rousseff. Ali, o ex-presidente se reuniu com Dilma e com ministros do PT. Logo após a reunião, todos saíram para jantar num restaurante situado a sete quilômetros do Palácio do Planalto.

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Citar "golpe", criticar e responsabilizar Temer por impeachment

Segundo reportagem publicada no jornal Estadão, Lula aconselhou Dilma a “denunciar” que o impeachment é “um golpe” e pediu para que utilizasse esse argumento em todos os seus discursos. A palavra de ordem também é criticar e responsabilizar o vice-presidente Michel Temer como "comandante do golpe". O pedido de Lula foi repassado a todos os petistas e também para todos os movimentos sociais que defendem o governo nas manifestações.

Outro importante encontro de Lula que acontecerá nos próximos dias será com o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Alguns petistas dão como certo o afastamento da presidente no Senado

Mesmo mantendo um discurso otimista, afirmando que será possível reverter o cenário desfavorável e virar o jogo contra a continuidade do processo de impeachment, alguns petistas do governo estão dando como certa a aprovação do processo de impeachment também no Senado.

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A votação no plenário do Senado está prevista para ocorrer no próximo dia 15 de maio. Caso haja aprovação da continuidade do processo nessa etapa, a presidente será obrigada a se afastar do seu cargo por 180 dias.

Outra possibilidade que já está sendo estudada por Dilma e seus aliados é a possibilidade de defender a convocação de eleições presidenciais, visando o encurtamento do mandato da presidente para dois anos. Porém, os governistas aguardam o momento mais favorável para colocar essa estratégia em prática.