A Datafolha realizou uma análise na intenção de voto dos parlamentares que compõem a Comissão do Impeachment e chegou ao seguinte resultado: a oposição do governo Dilma leva vantagem nas intenções de votos até o momento. A votação está prevista para acontecer no dia 17, domingo.

Para que o rito siga para apreciação no Senado Federal, é necessária a quantidade de 342 votos favoráveis (67%), ou seja, a situação ainda depende muito do posicionamento dos parlamentares que estão indecisos e aqueles que não mostraram posição que contam o total de 18%.

Com essa análise, foi a terceira vez que o Datafolha coletou dados atualizados sobre a votação do #Impeachment e revelou que houve um aumento de intenções de votos favoráveis ao prosseguimento do rito, de 42% subiu para 60%.

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Em contrapartida, o número de parlamentares contra o processo recuou de 31% a 21% e entre os sem posicionamento os números recuaram de 27% para 18%.

Com a saída do PMDB da base do governo, este perdeu um grande aliado de peso, e como forma de remediar a situação dos votos na comissão, Dilma começou a oferecer cargos ministeriais a integrantes de partidos que estão na composição da Comissão do Impeachment, na esperança de reverter alguns votos no plenário do dia 17 de abril.

O texto do processo será votado na segunda feira, 11, e apreciado no plenário, no dia 17. Com a aprovação, de acordo com o rito de impeachment, o processo será encaminhado ao senado, que analisará o caso e se for decidido por maioria simples em acolher a denúncia, a Presidente da República será afastada de seu cargo e funções, pelo período de 180 dias até o término do caso.

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Em análise feita pelo Datafolha no Senado Federal, a situação também é desfavorável ao governo - 55% a favor; e 24%, contra o afastamento de Dilma.

Muitos parlamentares também são favoráveis à renúncia de Dilma, apesar de inúmeras vezes ela ter afirmado não ter intenção em fazer isso. Muitos acreditam fielmente que a mudança de governo é a única forma, no momento, de melhorar a situação do país em relação aos investidores externos, mas também existem aqueles que acreditam que isso também possa gerar um cenário de incertezas e desconfiança internacionais. #Dilma Rousseff #Corrupção