O ex-prefeito da cidade de São Paulo e atualmente deputado federal pelo Partido Progressista de São Paulo (PP-SP) Paulo Maluf fez uma denúncia grave e que pode complicar ainda mais a situação da presidente #Dilma Rousseff perante à comissão do #Impeachment. Paulo Maluf afirmou que integrantes do #Governo Dilma estão oferecendo cargos e verbas a integrantes de seu partido para comprar apoio na votação de impeachment.

Segundo Maluf, que faz parte da comissão que analisará o processo de impeachment de Dilma na Câmara dos Deputados, a sua posição em relação ao impeachment inicialmente era contrária, mas agora, após descobrir o “processo de compra”, sua posição é a favor do impeachment.

Publicidade
Publicidade

“O governo está se metendo num processo de compra que é detestável”, afirmou Maluf segundo reportagem da Folha de São Paulo.

Perguntado quais seriam os nomes dos envolvidos de seu partido que estariam negociando com o governo para “vender votos”, Maluf não quis responder.

Ele também ressaltou que sua opinião sobre a idoneidade da presidente está mudando após esses fatos.

“De forma alguma eu queria fazer uma injustiça com a presidente, que considero como uma senhora correta e com uma vida limpa. Mas agora a minha tendência está mudando”.

Ao final da entrevista ele rasgou elogios ao vice-presidente Michel Temer (PMDB) que será o sucessor de Dilma caso ocorra o impeachment.

“O Michel é um político correto e decente. É um homem respeitado, um político nota 10”.

Paulinho da Força também acusou o governo de tentar comprar votos

Horas antes as declarações de Maluf serem publicadas, o também deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade - SP) que é um aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) fez uma acusação mais grave: ele disse que integrantes do governo estão oferecendo dinheiro para deputados do seu partido votarem contra o impeachment ou se ausentar do congresso no dia da votação.

Publicidade

Segundo Paulinho, o governo estaria disposto a pagar R$ 400 mil para aqueles que se ausentarem da votação e R$ 2 milhões para os deputados que garantirem que votarão contra o impeachment.

O deputado também não quis citar nomes e não apresentou nenhum tipo de prova sobre suas denúncias.