Manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff estiveram nas ruas em todo o país na última quinta-feira (31) para defender o mandato presidencial e a democracia, como argumentam. A Rede Globo, o juiz Sérgio Moro, o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha foram os alvos preferidos dos manifestantes.

Cunha, com seu tom de deboche já conhecido quando se trata da militância petista, chamou de “manifestação da mortadela” o ato que foi registrado em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Foram ao menos 75 cidades, sendo Lisboa e Londres alguns exemplos, e 159 mil manifestantes segundo a PM – os organizadores falam em 824 mil.

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“Foi a manifestação da mortadela! Eu fico muito feliz de (eles) falarem fora Cunha. Se o PT pedisse para o Cunha ficar é que eu ficava preocupado. O PT pedindo fora Cunha só me honra”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados.

#Eduardo Cunha ainda declarou em entrevista na Câmara dos Deputados que a presidente Dilma pode até conseguir escapar do #Impeachment, mas que não conseguirá governar.

Desde que o PMDB desembarcou do Governo, as críticas por parte do presidente da Câmara a presidente Dilma Rousseff e ao PT só aumentaram. Cunha já havia rompido com o Governo há bastante tempo, e não fez questão nenhuma de esconder isso, mas agora possui todos os armamentos para poder bater livremente em Dilma.

O deputado também criticou a ofensiva do Governo em oferecer cargos e ministérios para deputados e partidos que se comprometerem em apoiar a presidente na votação do impeachment.

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"Até podem fingir que vão dar qualquer coisa agora, podem até dar, mas depois vão tirar", previu o presidente da Câmara.

Eduardo Cunha já deixou claro nos bastidores que pretende constranger os deputados que votarem contra o impeachment ou que não aparecerem na sessão no dia da votação. A ideia do peemedebista é fazer chamadas constantes no microfone da casa para deixar claro quem foram os parlamentares que não compareceram ou que votaram a favor de Dilma. Outra forma de Cunha de conseguir mais apoio ao impeachment é fazer a sessão de votação em um domingo, quando ele prevê que a audiência será recorde. #Dentro da política