Na Avenida Paulista em São Paulo, o movimento pró impeachment Vem para Rua colocou um banner com os nomes dos deputados contrários ao impeachment, bem como aqueles que estão indecisos. O painel foi intitulado Muro da Vergonha. A ideia é pressionar os deputados com o intuito que eles mudem de posição.

A ideia do presidente da Câmara Eduardo Cunha é votar o impeachment dia 17 de abril (domingo), dando a chance da população ir às ruas pressionar os parlamentares para que a presidente seja afastada do cargo imediatamente.

Se o Congresso tiver 342 votos a favor, Dilma é obrigada a sair da presidência por seis meses. Durante este período, Senado e Congresso debatem e votam o impeachment.

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Se ela for absolvida, ela retorna ao cargo. Se for considerada culpada, fica inelegível e o vice Michel Temer (PMDB) assume em definitivo o cargo de presidente.

Além do pedido de impeachment feito pelos juristas Miguel Reale Junior e Hélio Bicudo, que será votado dia 17, a OAB mandou para o Congresso outro pedido. Caso o pedido inicial seja rejeitado pelo Congresso, Eduardo Cunha já avisou que vai colocar o pedido da OAB em votação.

Nos últimos dias, a presidente Dilma e o ex-presidente Lula supostamente ofereceram cargos aos indecisos e aos parlamentares de partidos menores, com a intenção que eles possam aceitar dar apoio ao governo. De acordo com o colunista de O Globo, Ricardo Noblat, cada deputado receberia um milhão como agradecimento pelo apoio, e mais quatrocentos mil reais por não comparecer ao Congresso dia 17, para que não tenha quórum para votar.

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A presidente ligou até mesmo para o pastor Edir Macedo da Igreja Universal para pedir apoio, mas ele recusou, dizendo que apenas poderia orar por ela.

A situação da presidente é realmente difícil, segundo fontes do próprio Planalto, ela ainda não tem número de votos necessários para barrar o impeachment, acredita-se que ela tenha apenas 130 votos a favor. O número para que o impeachment seja barrado é 170. O jogo político será agitado nos próximos dias, pois o futuro da presidente e do país está em jogo. Alguns jornalistas comentam que o vice-presidente Michel Temer já está articulando o novo governo com representantes do PSDB. #Dilma Rousseff #Crise #Dentro da política