O ex-presidente da república, Fernando Collor de Mello (PTC-AL) e, atualmente, senador da república pelo estado de Alagoas, fez um pronunciamento nessa segunda-feira (18) na tribuna do senado e afirmou que, a partir de agora, não terá outra alternativa além de votar o #Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O senador que ficou marcado na história do país como o primeiro presidente da república afastado por um processo de impeachment, em 1992, disse que não se sentirá à vontade para votar o impeachment de Dilma, principalmente, por votar o impeachment de um partido que liderou o seu próprio processo de impedimento, que acabou ocasionando sua renúncia.

Publicidade
Publicidade

Ele ressaltou que não é nada agradável rememorar, e muito menos reviver, em outra trincheira, momentos desagradáveis como os de um processo de impeachment. Afirmou também, que irá votar sem agir com um “espírito de vindita (vingança)” e que apenas fará a sua parte como senador, mas não quis adiantar, se votará “sim ou não” ao processo de impeachment.

Collor surpreendeu a todos apresentando uma proposta denominada “Brasil: diretrizes para um plano de reconstrução nacional”

Além de seu discurso tranquilo e “sem mágoas”, Collor surpreendeu a todos os presentes no Senado por apresentar um documento com 19 páginas, denominado: “Brasil: diretrizes para um plano de reconstrução nacional”.

O documento foi apresentado como um novo “projeto de Brasil” que apresenta, em seu conteúdo, informações sobre a implementação de uma reforma política interna e externa, reformas na área educacional, econômica e a uma mudança do presidencialismo para o parlamentarismo.

Publicidade

Segundo Collor, o seu plano de reconstrução nacional será enviado para o presidente da república, indiferentemente se for Dilma Rousseff ou Michel Temer.

Em seu discurso, Collor disse que sempre avisou o governo sobre o “quadro de degradação do país”, mas nunca foi ouvido

Collor afirmou que, desde 2012, vem “chamando a atenção do governo” na tribuna do senado, pelo que ele classificou como: "esfacelamento institucional do país" e que nunca foi ouvido.

“O presente quadro de degradação do país me deu razão. Mas o que perdurou em todo esse tempo foi a postura de sempre: me ouviram, mas não me escutaram. Mesmo após os avisos, eles continuaram a agir isolados e agindo inversos aos inúmeros conselhos advindos do Congresso”.

No final de seu discurso, ele afirmou que o governo se aliou à insensibilidade política e a uma matriz econômica que ele classificou como descabida e insustentável. #Crise no Brasil #Senado Federal