Domingo, 17, acontece a votação do processo do #Impeachment na Câmara dos Deputados. Lá, são necessários pelo menos 342 votos para que o processo siga. De acordo com o Estado de S. Paulo, a oposição conseguiu alcançar esse número na noite de quinta-feira, 14. Ainda de acordo com o jornal, o Palácio do Planalto usa os seus dados como referência. Caso isso se concretize domingo, o processo segue para o Senado, onde precisa ter pelo menos 41 votos a favor para não ser arquivado.

O Estado de S. Paulo publica todos os dias o andamento das intenções de voto no processo de impeachment e o cenário está desfavorável para o governo Dilma também no Senado.

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De acordo com o jornal, há 43 senadores que declararam que irão votar a favor do impeachment. Outros 18 declararam que irão votar contra o processo. Ainda há 9 indecisos e 11 que não quiseram responder. Mesmo se os indecisos e os que preferiram não se manifestar votem contra o impeachment, a maioria terá votado a favor.

Dos 9 senadores indecisos, quatro são do PMDB: Raimundo Lira, Hélio José, Edison Lobão e José Maranhão. Entre os indecisos ainda estão Randolfe Rodrigues, da Rede, Wellington Fagundes, do PT, João Capiberibe, do PSB, Omar Aziz, do PSD e Benedito Lira, do PP.

Entre os 11 que preferiram não responder, a maioria também é do PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer: Jader Barbalho, Sandra Braga, Eunício Oliveira e Renan Calheiros. Também não responderam Roberto Rocha, do PSB, Ciro Nogueira, do PP, Elmano Férrer, do PTB, Acir Gurgacz, do PDT, Otto Alencar, do PSD, Fernando Collor, do PTC e Walter Pinheiro, que não tem sigla.

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Entre os que se posicionaram a favor do impeachment no Senado, há 11 do PSDB, incluindo Aécio Neves, José Serra, Antonio Anastasia e Aloysio Nunes, oito do PMDB, incluindo Marta Suplicy e Romero Jucá, e ainda votos do DEM, PP, PSB, PR, PSD, PV, PSC, PPS, PDT, PRB, PTB e de Reguffe e Delcídio do Amaral, ambos sem sigla. Delcídio era do PT mas foi preso na Operação Lava Jato.

Entre os 18 votos contra o impeachment, 11 são do PT, incluindo Humberto Costa e Lindbergh Farias. Há ainda dois votos do PMDB (Roberto Requião e João Alberto Souza) e do PTB, PDT, PCdoB, PR e PSB, com um voto cada. #Crise-de-governo