Apesar de haver algum caminho a ser percorrido no Senado para que haja um impeachment da presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente #Michel Temer continua pensando em sua possível presidência. No último fim de semana, o peemedebista teve duas reuniões para debater a economia atual e pensar em estratégias e nomes para sua provável gestão.

Meirelles e Kassab

No sábado (23), o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles se encontrou com Temer na residência oficial da vice-presidência, o Palácio do Jaburu, em Brasília. Após o encontro, Meirelles conversou com alguns jornalistas e informou que a reunião com o peemedebista teria sido apenas sobre o diagnóstico atual da economia brasileira e que Temer teria inclusive evitado tocar em determinados assuntos justamente por aguardar a definição sobre o #Impeachment no Senado Federal.

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Apesar da declaração de Meirelles, informações indicam que ele teria sido convidado por Temer para compor a equipe econômica de um futuro governo ocupando o cargo de ministro da Fazenda. O convite inclusive teria sido aceito, porém com a condição de que o economista tivesse total autonomia sobre as indicações para as funções mais importantes da economia, incluindo quem ocuparia as presidências de instituições como o Banco Central, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Vale lembrar que Meirelles exerceu a função de presidente do Banco Central durante toda a Era Lula, de 2003 a 2011.

Outro nome de relevância no cenário político que participou da reunião foi o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, que atualmente preside o PSD, partido ao qual o ex-presidente do Banco Central é filiado.

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Até o último dia 15 Kassab era o ministro das Cidades do governo Dilma Rousseff, mas pediu demissão do cargo pouco tempo após o PSD apoiar abertamente o impeachment e determinar que seus parlamentares votassem a favor do impedimento. Na ocasião, alguns membros do governo consideraram que o ex-ministro traiu a presidente e teria feito jogo duplo enquanto esteve no ministério.

Além de Kassab e Meirelles, o senador Romero Jucá também esteve presente no encontro. Atualmente ele é o presidente nacional do PMDB, cargo que era do vice-presidente, e um dos principais interlocutores de Michel Temer para a composição de um eventual governo.  

Skaf

Já no domingo (24) Temer recebeu o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e candidato a governador de São Paulo nas últimas eleições Paulo Skaf. Do mesmo modo que no encontro realizado no dia anterior, a intenção do vice-presidente seria discutir o cenário econômico brasileiro atual.

O empresário aproveitou o encontro para propor que o vice-presidente, caso assuma o poder, promova um ajuste fiscal sem que isso signifique aumento na tributação.

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Em declaração após a reunião, Skaf afirmou que Temer concorda com a proposta de acertar as despesas do Governo sem que haja aumento de tributos e perda dos programas sociais. Uma das bandeiras da Fiesp é a campanha contra a excessiva carga tributária brasileira intitulada “Chega de pagar o pato”, cujo símbolo é um pato amarelo inflável que também é uma das marcas mais conhecidas das manifestações pró-impeachment.

Em declarações recentes, Skaf afirmou que a única solução para que a situação econômica do país melhore seria trocar o governo. Segundo ele, que estaria cotado para assumir um ministério no provável governo Temer, essa medida seria essencial para que os investidores retomassem a confiança no País. Sob sua gestão, a Fiesp tem apoiado abertamente o impeachment da presidente Dilma e se envolveu em polêmicas quando forneceu alimentação para alguns manifestantes a favor do impeachment que montaram acampamento em frente à sede da federação na Avenida Paulista. A Fiesp também tem sido questionada a respeito dos gastos com campanhas publicitárias pró-impeachment, já que parte dos recursos que mantêm a entidade são públicos. #Crise-de-governo