A política brasileira se polarizou entre de um lado aqueles que apoiam a saída de Dilma Rousseff, e do outro, aqueles que defendem a sua permanência e atestam para um golpe contra democracia.

A oposição e o governo disputam voto a voto, os deputados federais que decidirão sobre o #Impeachment. A oposição acusa o governo do PT de compra de votos através de verbas e cargos destinados aos deputados federais que barrarem ao impeachment. 

Para mudar a opinião dos deputados federais vale tudo nessa hora, para intimidar os parlamentares. Uma das táticas da oposição ao governo é fazer analogias ao pedido de impeachment de Collor.

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Os militantes que defendem o governo Dilma Rousseff estão perplexos com o PMDB. "A postagem do PMDB nos remete a política coronelista, onde a veracidade e outros valores éticos e morais são suprimidos em busca do poder. Isso pode ser atestado com a análise do discurso do perfil do partido no Twitter. Os tweets foram intimidatórios e demonstram, de forma clara, a intenção do partido em conseguir votos a qualquer custo. A desinformação é uma forma delas, o partido aproveita dos novos meios de comunicação e sua larga audiência para proferir informações erradas, para plantar a disputa e o medo, ao realizar uma fala intimidatória, onde cada deputado deve votar de acordo com os seus valores. O PMDB só procura o poder nesse momento, passando longe do que deveria ser a política no Brasil," concluiu a militante estudantil da Juventude do Partido dos Trabalhadores, Érika Benemond.

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PMDB mente dados para intimidar parlamentares

No dia 9 de abril, o perfil no twitter do PMDB publicou uma notícia inverídica sobre os parlamentares que votaram contra o impeachment de Collor em 1992. No perfil, o PMDB intimida os políticos que pretendem votar contra o pedido de impeachment. O partido alega que, em 1992 dos 38 deputados que votaram contra o impeachment somente um foi reeleito.

A informação é errada, e também foi compartilhada pelo site implicante no Brasil. A tática de demonstrar arrependimento e coação dos deputados que vão decidir o futuro do Brasil já é conhecida pelo PMDB, o antigo Arena da época da ditadura militar.

Além disso, podemos notar o preconceito contra a classe trabalhadora ao desmerecer o posto de síndico de prédio na postagem. O PMDB diz que nem como síndico os parlamentares que votarem contra o impeachment, se reelegerão.

No ano de 1994, 13 dos deputados que votaram contra o impeachment, foram reeleitos. Essa informação já desmente o tweet publicado pelo PMDB a fim de afrontar os deputados federais que vão votar no dia 17 de abril o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Outros parlamentares foram reeleitos nos anos subsequentes, inclusive, a lista conta com senadores em exercício atualmente, e o PMDB só lembrou de Roberto Jefferson do PRB. #Manifestação #Lava Jato