Após 43 horas de extenuante debate na Câmara dos Deputados, seguida de uma votação que durou mais 10 horas, os parlamentares iniciaram, neste último domingo, dia 17, o processo que irá definir, de modo absoluto, qual será o destino político de Dilma Rousseff. Passada a primeira fase, agora a decisão deverá seguir para o Senado que, dependendo do ritmo, já poderá definir pelo afastamento da presidente no mês de maio. Apesar das opiniões negativas dos especialistas em relação ao quadro do #Governo, é de dentro do Palácio do Planalto que poderá vir a 'última cartada' na tentativa de reverter o processo a favor da petista.

Com a credibilidade em baixa, além de uma base política desfalcada, #Dilma Rousseff tem muitas chances de perder a dianteira do governo, logo nos primeiros dias de maio.

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Isso poderá se efetivar, caso os senadores consigam uma maioria simples de votos para tal intento.

Dilma dá sinais que vai resistir por muito tempo

Ao considerarmos o comportamento da presidente, podemos constatar que, apesar das turbulências e de seu enfraquecimento político, a mesma não dá sinais de uma desistência antecipada. Isso fica mais reforçado ainda pela defesa intransigente da Advocacia-Geral da União, cujo representante, o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que o resultado da votação na Câmara não abalou a confiança de Dilma. Em entrevista, na madrugada desta segunda-feira, dia 18, Cardoso declarou que "Se alguém imagina que ela se curvará com o resultado de hoje (ontem), se engana. Ela não se acovardou(...)". O membro do governo finalizou dizendo que a presidente vai continuar em plena luta.

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Na opinião de alguns especialista do cenário político, a situação que Dilma vai encontrar no Senado não é nada interessante. Cerca de 55% dos votos nesta casa já seriam favoráveis ao afastamento da mesma. Neste caso, Temer assumiria por até 180 dias. A partir deste ponto, algum tipo de reversão do quadro a favor da presidente seria classificado como uma missão impossível.  A opinião dos mais pessimistas seria que, se com toda a estrutura do poder em suas mãos, Dilma não conseguiu agregar apoio político, longe então, seria fora da atual realidade.

O governo ainda não usou o seu último trunfo, pois o jogo ainda não acabou

Na contramão dos analistas políticos mais pessimistas, existe o argumento de que o governo ainda tem na manga uma última cartada. Segundo Marcelo Issa, da Consultoria Pulso Público, o PT se prepara para lançar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que propõe novas eleições presidenciais. A ideia também é bem vinda pelo presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL). Além disso, como lembra Issa, Dilma possui uma situação bem mais favorável na casa presidida pelo senador alagoano do que na Câmara. A esperança do governo se mantém, pois tal proposta só depende de aprovação por parte dos senadores para que seja executada.  #Impeachment