A juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7ª Vara da Justiça Federal de Brasil, suspendeu a nomeação do Ministro da Justiça Eugênio Aragão, que foi empossado no dia 17 de março. A decisão tem validade imediata, mas pode ser revestida através de um recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com sede em Brasília. A AGU - Advocacia-Geral da União, vai recorrer segundo informações internas. No despacho, a juíza menciona trecho da Constituição que proíbe membros do Ministério Público de assumir cargos no Executivo. Aragão se licenciou do posto de subprocurador-geral da República para assumir o cargo de Ministro da Justiça no governo.

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A juíza Luciana de Moura considerou que a nomeação só poderia ocorrer se Aragão se desvinculasse definitivamente do MP, com exoneração ou aposentadoria, "a fim de se preservar a independência da instituição Ministério Público".

Esta semana será decisiva para a presidente Dilma. pois, no domingo dia 17, a Câmara de Deputados vai votar o processo de #Impeachment, e, caso haja 342 votos ou mais (dois terços dos deputados), o processo vai para o Senado, onde metade mais um são necessários para derrubar a presidente do cargo. Ela pretende questionar o impeachment no STF, tentando, assim, se livrar do processo. Michel Temer está articulando um novo governo, e o fato de hoje, da suspensão do Ministro Eugênio Aragão, é mais um problema para a presidente resolver. Tudo isso serve como armas para o vice-presidente Temer usar contra a Dilma na votação do dia 17.

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Hoje, também começou outra fase da operação Lava Jato que culminou com a prisão de Gim Argello (PTB -DF), visto como amigo da presidente e uma pessoa que ela gostaria de ver atuando no TCU (Tribunal de Contas da União). São vários fatores que estão complicando ainda mais o cenário político no país. O governo continua a tentar a salvação e o ex-ministro Cid Gomes entrou com um pedido de impeachment contra Michel Temer .

O quadro político é realmente grave e tudo leva a crer que, nos próximos dias e semanas, o país vai vivenciar um momento histórico: uma possível queda de uma presidente, que tem alta taxa de rejeição, com vários processos contra ela e vários aliados, escândalos na Petrobrás e um quadro econômico caótico causado por toda essa turbulência política e econômica. Tudo começa a se definir a partir do dia 17 de abril. #Dilma Rousseff #Crise