O "Placar do Impeachment" divulgado pelo "Estadão" e atualizado na tarde deste sábado (16) mostra que 344 votos são a favor do #Impeachment da presidente #Dilma Rousseff e apenas 133 são contra. Consta ainda que 10 estão indecisos, 23 preferiram não responder e haverá 3 possíveis ausências.

É um resultado que culmina no afastamento de Dilma, entretanto é um resultado muito apertado e preocupante para a oposição, pois são necessários pelo menos 342 votos para que a proposta de afastamento da presidente seja aceita. E como o "Placar do Impeachment" feito pelo "Estadão" é apenas uma prévia, então é preciso levar em consideração as margens de erro para mais e para menos e com o resultado continua incerto.

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Às vésperas da votação, Dilma continua focada nas regiões norte e nordeste para conseguir votos suficientes para barrar seu impeachment. Ela tem contado com o apoio de governadores destas regiões para se fortalecer. A presidente ficou praticamente todo o sábado telefonando e fazendo contatos para reconquistar os apoios perdidos ou ao menos aumentar o número de ausentes e também de abstenções na votação em plenário para se beneficiar com o resultado que lhe seria favorável.

O governo montou um esquema que conta com o apoio dos governadores do Piauí, Maranhão, Ceará, Amapá, Acre e também do Amazonas.

Os deputados federais da região norte serão os primeiros a se pronunciarem e a expectativa é de que muitos irão seguir os votos destes primeiros e Dilma quer sair na frente para ganhar apoio dos que estiverem indecisos. 

A região nordeste foi uma das que mais ajudou a petista a vencer a última eleição presidencial, por isto ela acredita que os deputados desta região serão convencidos com maior facilidade para se posicionarem contra o impeachment.

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A ofensiva deflagrada pelo Palácio do Planalto na última sexta-feira (15) deu bons resultados e alguns votos foram revertidos a favor da presidente, que continua preocupada, pois tanto ela como a oposição, sabem que nada ainda está definido e o impeachment poderá ser aprovado, ou não, com uma diferença mínima de votos. #Crise-de-governo