O ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva se encontrou nesta terça-feira (26) com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) em seu gabinete no Senado. Após o término do encontro, que durou cerca de uma hora e meia, Calheiros declarou à imprensa que Lula da Silva se mostrou muito preocupado com os desdobramentos do processo político.

Renan Calheiros também afirmou que Lula em nenhum momento lhe disse que o processo de #Impeachment da presidente Dilma Rousseff, que já está em tramitação no Senado, é um “golpe”, conforme o próprio Lula e os governistas estão defendendo em seus discursos e nas diversas entrevistas concedidas à mídia.

Publicidade
Publicidade

Alguns detalhes dos diálogos que aconteceram no encontro com o ex-presidente foram relatados pelo presidente do Senado, que disse que durante a conversa Lula afirmou que acredita muito no Brasil e que a grandeza do país é maior do que qualquer dificuldade gerada pela atual crise econômica.

Renan Calheiros deixou claro que durante toda a tramitação do processo de impeachment no #Senado Federal terá uma atuação isenta e “inafastável” e que avisou Lula sobre seu posicionamento, que é o mais pertinente ao cargo ao qual ocupa. Calheiros também afirmou que sua função é “conversar com todo o mundo”, pois segundo o que ele acredita, o papel do presidente do Senado é exatamente esse, além de ter responsabilidade com o país. “Meu papel é conversar com todo mundo, tenho que mostrar isenção em todos os momentos e também mostrar a minha responsabilidade com o país, inclusive com a presidente, se ela me pedir para conversar, eu conversarei”, disse Calheiros.

Publicidade

Antecipação de eleições presidenciais não foi assunto durante o encontro

Questionado sobre um eventual diálogo com Lula sobre a possibilidade de antecipação de eleições presidenciais, Calheiros disse que esse assunto não foi citado durante o diálogo. “Ele não tratou de antecipação de eleições por meio de convocação de novas eleições, esse não seria o caso”.

Nessa quarta-feira, Renan Calheiros se encontrará com o vice-presidente Michel Temer e depois com o senador Aécio Neves, que também é o presidente do principal partido da oposição ao governo, o PSDB.