Michel Temer foi citado na operação Lava-Jato e é acusado por crime de responsabilidade. O ex-ministro da educação, Cid Gomes, representou uma denúncia contra o ex-presidente, que, se for julgado, poderá perder o seu cargo e ficar inelegível por oito anos. Cid baseou-se nas investigações da operação Lava-Jato, onde Michel Temer é citado como participante do esquema de repasse de dinheiro da OAS.

Cunha também é investigado por repasses das empreiteiras

A acusação é baseada em seis pontos e um deles é a receptação de mensagens trocadas entre o Presidente da Câmara, também do PMDB, Eduardo Cunha e um dos presidentes da OAS, Léo Pinheiro.

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Nas mensagens Cunha fala sobre o repasse no valor de 5 milhões de reais a Michel Temer. Todas as denúncias são construídas a partir dos documentos, delações e arquivos da Operação Lava-Jato. Cid Gomes cita seis pontos onde o ex-presidente cometeu crime de responsabilidade e possível corrupção. O vice-presidente é acusado de crime de responsabilidade por citações entre as delações premiadas e as investigações da operação Lava-Jato.

Cunha não poderá analisar o pedido de cassassão de Michel Temer

Até agora o ex-presidente não havia sido alvo de denúncias e nem investigações na operação Lava-Jato, mesmo sendo citado em documentos e delações. Michel Temer ocupou o topo dos hastags mais compartilhados na rede social Twitter, quando o PMDB anunciou a saída do governo. A hastag #RenunciaTemer foi a mais compartilhada durante todo o dia.

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A denúncia foi protocolada por Cid Gomes na câmara dos deputados federais. Como o atual Presidente da Câmara, Eduardo Cunha é citado nas provas contra Michel Temer, quem deverá analisar o pedido será o vice-presidente da casa, Waldir Maranhão do PP - MA.

O vice-presidente também foi alvo de críticas por todos os lados. As manifestações a favor da democracia e contra o golpe ao sistema político que rege o Brasil, também pediu a renuncia do ex-presidente. Diversos atos ocuparam centenas de cidades no Brasil e no mundo a favor da permanência da presidente Dilma Rousseff nesta sexta-feira (31), um dia após a saída do PMDB do governo.

PMDB errou ao antecipar sua saída do governo

O cenário político brasileiro atual é de instabilidade e a cada semana surgem novos desfechos que levam ao empoderamento do atual governo. Nesta semana o PMDB, partido do vice-presidente, Michel Temer, anunciou a saída do governo. A decisão aconteceu em poucos minutos e dividiu o partido. A ordem era para que em doze dias todos os políticos do partido abandonassem os cargos comissionados ligados ao governo, o PMDB possuía seis ministros e somente dois até agora deixaram o cargo.

Muitos políticos, estudiosos e jornalistas apontam que o PMDB deu ''um tiro no pé" ao abandonar prematuramente o governo nesta semana. O partido abandona o PT e em doze dias entrega todos os cargos que pertencem ao governo federal.

  #Manifestação #Lava Jato #Impeachment