A revista britânica "The Economist", em sua última edição, deu destaque em suas páginas para o que ela mesma classificou de uma traição a atitude de #Dilma Rousseff e de toda a classe política brasileira. As críticas referem-se ao momento político atual que o país atravessa. Ela não poupou nem o espetáculo que foi a votação do #Impeachment, realizada no último dia 17.

A publicação responsabiliza diretamente a presidente pelo grave quadro de recessão na economia brasileira e defende que novas eleições são necessárias para que seja feita uma ampla reforma no sistema político brasileiro, que ela considera decadente e destruído por meio de tanta corrupção.

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Impeachment: um misto de espetáculo e desespero

A revista declarou que tanto Dilma quanto a classe política em geral são os principais responsáveis pelo atual quadro de recessão, com a projeção de altas taxas de inflação, elevação do desemprego e queda no PIB. Todos eles são culpados por agirem com negligência e se envolverem de alguma forma com a corrupção.

Para a publicação, o processo de impeachment assumiu ar de um espetáculo da política brasileira. Ficou marcado a grande quantidade de políticos que aproveitaram os dez segundos de votação para dedicar o voto às suas cidades, à religião de cada um, aos seus pets e aos grupos que cada um representa. Pareciam alheios à gravidade que o momento inspira.

As críticas também foram dirigidas ao atual presidente da Câmara do Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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Foi questionada a conduta do parlamentar em conduzir um processo de afastamento de uma presidente, ele que também está envolvido em escândalos de corrupção como o da Petrobras.  Além disto, todos os 21 deputados que votaram estão sendo investigados pela Lava Jato. Destes, 16 optaram pelo impeachment. 

O BRASIL NÃO PODE SENTIR SAUDADES DE DILMA

A revista afirmou que os brasileiros não devem chorar por Dilma. As consequências que o país está sofrendo com a desastre na economia atual foi originado ainda no primeiro mandato da presidente. Além disto, a publicação questiona o fato de que aqueles que estão trabalhando para o afastamento da presidente são muito piores.

"THE ECONOMIST" DEFENDE NOVAS ELEIÇÕES PARA O BRASIL

A revista foi bastante enfática ao afirmar que o Brasil necessita de novas eleições para que haja uma profunda reforma política no país. Ele defende que novos dirigentes, com mentalidades renovadas, precisam promover uma mudança tanto na cultura quanto no sistema político brasileiro. Esta renovação deverá contribuir para quebrar os vícios adquiridos com a corrupção sistêmica e barrar o total descontrole das despesas públicas.

Ela defende que o povo brasileiro possui a chamada "reserva de tolerância" que, no cenário atual, vem passando por uma profunda transformação. A própria operação Lava Jato é uma consequência disto, pois a sociedade está evoluindo para uma atitude mais madura e mais educada, onde não há mais espaço para a impunidade. #Governo