Uma semana depois de deixar a cadeia, onde ficou preso desde outubro do ano passado, o ex-deputado estadual José Geraldo Riva, que responde a mais de 100 processos por #Corrupção, depôs, na última sexta-feira (15), na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, na Operação Ventríloquo, deflagrada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em julho do ano passado.

O ex-deputado começou seu depoimento dizendo: “Eu quero confessar, excelência…” e, pela primeira vez, confessou seu envolvimento no esquema que desviou cerca de 9,3 milhões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), entre 2012 e 2014, quando era presidente da casa.

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Riva afirmou “A Assembleia Legislativa não devia ao HSBC”, e, segundo ele, o banco teria sido conivente com o esquema. Ele não só confessou seu envolvimento como apontou os deputados Romoaldo Júnior (PMDB) e Mauro Savi (PSB), como membros do esquema de desvio de dinheiro.

Além dos dois deputados, também foram citados no depoimento de Riva um assessor (o qual o ex-deputado não citou o nome), do deputado Guilherme Maluf (PSDB) atual presidente da Assembleia Legislativa do estado e a ex-deputada e ex-presidente do Intermat (Instituto de Terras do Mato Grosso), Luciane Bezerra, porém, ele disse não ter certeza se ela chegou a receber algum valor do esquema.

Riva disse estar arrependido e se dispôs a devolver o montante de R$ 700 mil que seria o valor que ele teria recebido do esquema de desvio de dinheiro.

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No entanto, o Ministério Público Estadual, após análise de anotações apreendidas na casa do advogado Júlio César Rodrigues articulador da fraude, aponta que o montante recebido pelo ex-deputado é de cerca de R$ 4 milhões – 45% do valor desviado.

Entenda o Caso

A Operação Ventríloquo foi deflagrada a partir da delação premiada do advogado Joaquim Miele, representante do banco HSBC em um processo contra a ALMT.

Segundo o Ministério Público do Estado, o ex-deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Riva, determinou o pagamento de uma dívida no valor de R$ 9,6 milhões, referente a dívidas em atraso na contratação de seguros saúde para os servidores da Assembleia, no banco HSBC, sendo que metade desse montante deveria ser desviado. No entanto, como o próprio acusado disse em depoimento “A Assembleia Legislativa não devia ao HSBC”. #Polícia Federal #Crise-de-governo