Por mais incrível que possa parecer há ainda algo maior e mais trágico do que o tsunami de lama e irresponsabilidade despejado pela mineradora Samarco nas Minas Gerais, afetando outros Estados e sendo considerado o maior acidente ecológico da história do Brasil. Mas o que pode ser tão ruim afinal de contas? São as águas contaminadas e mortíferas da #Corrupção pelas quais insistem em navegar alguns representantes do empresariado e da política do Brasil. 

Seria no mínimo ingenuidade pensar que os esquemas de corrupção atingiram unicamente os partidos de esquerda no país. Por exemplo, em 03 de abril ecoou na imprensa internacional o caso dos papeis do Panama Papers, onde citava a empresa offshore Higgins Finance dentre muitas outras.

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Até aí um vazamento “normal” de 11.500.000 de documentos do escritório de advocacia do Panamá, Mossack Fonseca, que revelava entre outras verdades, a evasão de divisas por corruptos de vários países. 

Por outro lado, representantes do Brasil também estavam listados no descalabro da Panamá Papers, pois a Higgins Finance está diretamente atrelada ao brasileiro Robson Marinho, um conselheiro que foi afastado como que por coincidência no ano passado, do TCE - Tribunal de Contas do Estado (TCE), justamente por ser suspeito de corrupção

Marinho foi um dos fundadores do #PSDB – Partido Social Democrata Brasileiro e homem de extrema confiança do ex-governador do Estado de São Paulo, Mário Covas. Conforme informações veiculadas em 2015 pelo MP - Ministério Público de São Paulo, Robson Marinho recebeu aproximadamente US$ 3 milhões por parte da empresa francesa Alstom a fim de lograr êxito na implementação do chamado aditivo X do contrato Gisel, firmado pela multinacional da França com a Eletropaulo. 

No ano passado, o mesmo Marinho rechaçou que tinha praticado algum tipo de desvio e também disse não possuir contas em bancos suíços; todavia, deixou de revelar que detinha forte relacionamento (jornalistas falam em mais de 152 e-mails que ligam Marinho a Higgins Finance) com uma offshore no exterior.

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Nem Celso Vilardi, advogado de Marinho, e nem o próprio Marinho foram encontrados para falar sobre a relação com a Mossack. 

Enfim, o repasse de documentos do escândalo Panamá Papers por um informante ao Suddeutsche Zeitung, jornal da Alemanha, textualizou uma listagem de 14 mil empresas offshore, iniciadas e encerradas em 21 diferentes nações, entre os anos de 1977 a 2015, por uma organização do Panamá, que é a Mossack Fonseca. Vale frisar que do total de 14.000 intermediários do escritório de advocacia do Panamá pelo mundo, 403 “colaboradores” operavam a partir do Brasil. #Governo