Neste final de semana, começa a votação do impeachment de Dilma Rousseff na #Câmara dos Deputados. Governo e oposição correm contra o tempo para conseguir o maior número de aliados possíveis. Apesar das pesquisas indicarem que o #Impeachment contra a presidente será aprovado, não tem nada definido ainda e a previsão é que somente na noite deste domingo (17), é que saberemos finalmente se o processo será ou não aprovado.

E o que será que vai acontecer com a presidente do Brasil, caso a Câmara aprove o impeachment?

Para que o impeachment seja aprovado é preciso que pelo menos 342 dos 513 deputados votem a favor do afastamento de #Dilma Rousseff.

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Se isso acontecer, então o processo vai ser levado ao Senado e caberá a ele julgar se houve ou não crime de responsabilidade, conforme a petista vem sendo acusada.

Há muitas dúvidas que só serão sanadas no decorrer dos dias, mas já é possível adiantar alguns fatos, Por exemplo, se o impeachment for aprovado neste final de semana, Dilma não será afastada da presidência da república, pois ainda é preciso esperar que o Senado receba o processo aprovado pela Câmara.

O mais provável é que este processo seja entregue até o dia 19 de abril e então será formada uma nova comissão para avaliar ou seja, para fazer o julgamento. Somente o Senado tem poder para julgar um presidente da república, no Brasil.

Terá início então um novo trabalho no Senado que é bem diferente do que vem sendo feito na Câmara, pois os deputados apenas analisam se o processo deve seguir para os senadores ou não.

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E sendo aprovado este final de semana, então o processo segue para que a comissão formada lá no Senado possa se reunir, provavelmente, entre os dias 21 deste mês e 2 de maio, para dar o parecer final que então é encaminhado ao plenário e uma nova votação irá acontecer.

Entretanto, é preciso que pelo menos 41 dos 81 senadores estejam de acordo com a continuação do processo.

No caso do Senado aceitar o pedido de impeachment, aí sim, Dilma será afastada por 180 dias e Michel Temer é quem assume seu lugar. A petista terá então um prazo de até 20 dias para se defender novamente, mas neste período não precisa deixar o Palácio da Alvorada, só que seu salário será pago pela metade, sendo que hoje ela recebe uma remuneração mensal de R$ 30.934,00.

O Senado terá 180 dias para julgar Dilma Rousseff e o processo poderá chegar ao fim somente em outubro. Será preciso que 54 dos 81 senadores votem pelo impeachment e, neste caso, ela perde o mandato e por 8 anos ficará inelegível. Mas se não tiver os 54 senadores para aprovarem o processo, então ela volta para o cargo de presidente da república automaticamente, recebendo a parte do salário que ficou retida.